SÃO PAULO — A Justiça de São Paulo manteve preso o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União), investigado por suspeita de ligação entre empresas de ônibus e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão temporária tem duração de 30 dias.
Leite passou por audiência de custódia na tarde deste sábado, 19. O procedimento verifica se houve violações durante a detenção. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que não identificou irregularidades no cumprimento do mandado e que o ex-vereador permaneceria preso.
Antes da audiência, Leite teve um pico de pressão alta e recebeu atendimento médico no próprio fórum. Depois do atendimento, a audiência foi realizada.
Investigação
O ex-vereador havia se entregado na tarde desta sexta-feira, 18, à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Ele estava foragido havia mais de 24 horas.
Ainda na sexta-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) encontraram uma passagem secreta na casa do político, em Sorocaba, no interior paulista.
A prisão faz parte da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MP-SP na quinta-feira, 17. A ação investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista.
Na quinta-feira, Leite havia negado que estivesse foragido e afirmado que provaria sua inocência.



