O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que pretende ampliar as ações para reduzir a abstenção no segundo turno. A Justiça Eleitoral registrou ausência de 21,08% no primeiro turno das eleições de 2026, o equivalente a 33,4 milhões de eleitores.
Nunes Marques apontou que a falta foi mais elevada entre grupos sem obrigação de votar. Entre os idosos, a abstenção chegou a 50%; entre jovens de 16 e 17 anos, ficou em 20%. O presidente do TSE reconheceu que o índice está distante do ideal e disse que o tribunal buscará aperfeiçoar as medidas disponíveis.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%”, afirmou Nunes Marques. Ele também citou iniciativas que já estão em andamento, como uma campanha com influenciadores digitais para estimular a participação, especialmente entre os mais jovens.
Outra medida mencionada foi o projeto Seu Voto Importa, que oferece transporte aos eleitores até as seções eleitorais e no retorno para casa. As ações são apresentadas pelo TSE como mecanismos para diminuir o número de faltosos na segunda etapa da eleição.
Índice supera marcas anteriores
O percentual registrado em 2026 é o maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral contabilizou 21,5% de abstenção. O índice também mantém uma trajetória de alta desde 2006.
Nas eleições presidenciais de 2022, a ausência no primeiro turno foi de 20,95%. Em 2018, chegou a 20,33%; em 2014, ficou em 19,39%.
A eleição ocorre em meio à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada em setembro indicou que 55% do eleitorado não tinha ânimo com a disputa presidencial, enquanto 29% disseram estar entusiasmados com o pleito.


