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Relatório vê resistência eleitoral de Flávio Bolsonaro apesar de acusações

Análise do Instituto Ipse Global aponta que denúncias são incorporadas à narrativa de perseguição e limitam a expansão do eleitorado do senador.

Relatório vê resistência eleitoral de Flávio Bolsonaro apesar de acusações

As acusações envolvendo Flávio Bolsonaro não provocam uma queda acentuada entre seus apoiadores, mas podem limitar a ampliação de sua base eleitoral. Essa é a conclusão de um relatório do Instituto Ipse Global, elaborado a partir da análise do debate público digital e das redes sociais, com dados coletados até 13 de setembro e divulgados nesta segunda-feira (14).

O estudo considera, entre os elementos do debate, as negociações com o dono do Banco Master, preso por fraude bancária com uso de dinheiro público, para a realização do filme “Dark Horse”, que teria orçamento de R$ 134 milhões. As investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal são, conforme o levantamento, absorvidas por apoiadores do senador como parte de uma narrativa de perseguição política.

Na exposição sobre Flávio Bolsonaro, a oposição concentra entre 52% e 78% do engajamento diário, enquanto o apoio costuma variar de 9% a 26%. O índice favorável chega a 39,7% quando há mobilização do próprio campo político para responder às acusações. O senador aparece como agressor em 48% dos registros e como vítima em 44,8%. PF e STF, por sua vez, são apresentados como agressores em cerca de metade das menções.

Para Leonardo Magalhães, CEO do Instituto Ipse Global, o debate sobre corrupção perdeu capacidade de alterar a posição de parte do eleitorado. “O eleitor já está insensível em relação ao debate de corrupção e viu que a sua vida não melhorou com isso”, afirmou.

No perfil do parlamentar, os temas mais recorrentes são o conflito entre povo e elite, com 27,7% dos registros; a guerra cultural, com 21,1%; e a ameaça à democracia, com 17%. As menções a obras próprias ficam em 2%, enquanto 15,7% estão associadas ao bem comum.

Direitos trabalhistas concentram rejeição

A imagem de Michelle Bolsonaro aparece como o principal fator de aprovação do grupo político analisado. Ela é retratada como protetora em 79% das citações, relacionada ao bem comum em 90% e associada a apenas 3,6% de rejeição.

Já os debates sobre direitos trabalhistas, sindicatos e a escala 6×1 formam uma área de vulnerabilidade para Flávio Bolsonaro. Nesses assuntos, 71,6% do engajamento tem tom negativo, contra 28,1% positivo. O conflito entre povo e elite responde por 52,5% dos enquadramentos, aproximando o senador de uma posição contrária aos interesses dos trabalhadores.

Na dimensão moral do cuidado, que avalia se o parlamentar cuida das pessoas ou causa dano, os registros indicam equilíbrio: 50,3% contra 49,7%. Magalhães também afirma que o eleitor de 2026 tende a valorizar o histórico de realizações, a disposição para enfrentar grupos considerados poderosos e a capacidade de transformar promessas em resultados.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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