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Doença de Creutzfeldt-Jakob provoca rápida deterioração neurológica

Rara e sem cura, a doença que matou Lito Sousa pode causar perda de movimentos e piora intensa em semanas ou meses.

Doença de Creutzfeldt-Jakob provoca rápida deterioração neurológica
Foto: Reprodução

O influenciador digital e especialista em aviação Lito Sousa morreu aos 59 anos, após receber o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A morte foi confirmada pela família nesta quinta-feira (1º), nas redes sociais.

A DCJ é uma enfermidade rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura. Sua evolução costuma ser mais rápida que a de outras demências: a deterioração neurológica pode se intensificar em semanas ou meses. No caso de Lito, o diagnóstico ocorreu depois de uma piora motora acelerada. A esposa dele, Mila Seidl, havia relatado que o influenciador perdera parte dos movimentos, embora continuasse lúcido.

Causas e sintomas

Segundo o Ministério da Saúde, a doença é causada por príons, proteínas infecciosas que provocam alterações no cérebro. A DCJ é classificada como uma encefalopatia espongiforme transmissível e causa degeneração progressiva do sistema nervoso.

A forma esporádica responde por aproximadamente 85% dos casos confirmados e não tem causa ou fonte infecciosa conhecida. Também existem as formas hereditária e iatrogênica, associada a situações médicas específicas.

Entre os possíveis sintomas estão perda de memória, tremores, dificuldade de coordenação motora, alterações na fala e na visão, espasmos musculares e mudanças de comportamento. Para Danilo Donizete de Faria, diretor do serviço de Neurologia do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), a velocidade da piora é uma característica da doença: “a DCJ costuma apresentar piora importante em semanas ou meses”.

Diagnóstico e cuidados

A investigação pode incluir ressonância magnética, eletroencefalograma, tomografia e análise do líquido cefalorraquidiano. A confirmação definitiva depende da análise de tecido cerebral por biópsia ou necropsia. Faria destaca que é necessário descartar outras condições, pois algumas doenças tratáveis podem causar deterioração neurológica rápida.

A manifestação apresentada por Lito, segundo relato de sua esposa, não seguia a forma mais comum da doença, e os primeiros sintomas surgiram de maneira diferente do padrão esperado.

Não há tratamento comprovado capaz de interromper ou retardar a progressão da DCJ. Os cuidados são de suporte, com medidas voltadas ao controle de espasmos musculares, alterações comportamentais, dor, problemas de sono e dificuldades de alimentação e deglutição. “Ainda não temos uma terapia modificadora da doença disponível na prática clínica”, afirmou o neurologista.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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