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Milei declara apoio a Flávio Bolsonaro e acusa Lula de interferência eleitoral

Presidente argentino defendeu separar divergências políticas do comércio e voltou a criticar a relação de Lula com Jair Bolsonaro.

Milei declara apoio a Flávio Bolsonaro e acusa Lula de interferência eleitoral

O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou esperar a vitória eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As afirmações foram feitas em uma entrevista concedida em 25 de setembro, no gabinete de Milei, na Casa Rosada, à revista francesa Le Point.

Milei disse que considera Flávio Bolsonaro um amigo e afirmou esperar uma mudança na orientação política do Brasil. Na avaliação do presidente argentino, o próximo governo brasileiro encontrará uma situação fiscal difícil deixada pela atual administração e deverá adotar medidas de ajuste semelhantes às implementadas por seu governo na Argentina.

Comércio e divergências políticas

Questionado sobre como separar comércio e política, Milei defendeu que as relações comerciais sejam tratadas entre agentes privados. Para ele, divergências políticas com Lula não deveriam impedir negócios entre argentinos e brasileiros. Argentina e Brasil mantêm uma relação comercial destacada, e os dois presidentes assumiram seus cargos no mesmo ano, em 2023, desde quando protagonizam embates públicos.

Na sequência, o argentino justificou a relação hostil com Lula e retomou acusações ligadas à eleição argentina de 2023. Milei afirmou que o presidente brasileiro teria enviado a Buenos Aires uma equipe de brasileiros para ajudar a organizar uma campanha negativa contra ele. Consultores brasileiros ligados a campanhas do PT trabalharam para Sergio Massa naquele ano, mas não há comprovação pública de todos os detalhes apresentados por Milei sobre a atuação do grupo.

O presidente argentino também comparou o tratamento recebido por ele no Brasil com o dado a Lula na Argentina. Disse que não conseguiu visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma passagem pelo Brasil, enquanto Lula pôde visitar Cristina Fernández de Kirchner em Buenos Aires, embora ela estivesse em prisão domiciliar.

“Quando quis visitar meu amigo Jair Bolsonaro, aquele juiz corrupto, amigo de Lula [em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal], não permitiu”, afirmou Milei. Em outro trecho, declarou: “Em compensação, quando Lula veio à Argentina, ninguém o impediu de visitar Cristina Fernández de Kirchner, já condenada.”

Ao defender seu modelo econômico, Milei citou cortes de gastos, redução de impostos, queda da pobreza e desaceleração da inflação como resultados de sua gestão. Ele apresentou a experiência argentina como exemplo de que, em sua avaliação, um ajuste fiscal amplo poderia ser realizado sem prejudicar a população.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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