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Brasil

Fim da escala 6×1 pode alterar disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Jorge Folena afirma que a pauta favorece Lula e expõe a posição de Flávio Bolsonaro contra a proposta.

A votação do fim da escala 6×1 pode favorecer Lula na disputa política com Flávio Bolsonaro, apesar da vantagem do candidato sobre o presidente após o primeiro turno, avalia o advogado e cientista político Jorge Folena. Para ele, a proposta interessa à classe trabalhadora e coloca Flávio em uma posição difícil porque o candidato trabalhou contra sua aprovação.

Folena também atribui ao presidente a apresentação da proposta, em conjunto com parlamentares de seu campo. O cientista político afirma ainda que Alcolumbre segurou a pauta e depois tentou levar o tema à votação antes do primeiro turno, mas não conseguiu.

Decisão cabe à atual legislatura

Na avaliação de Folena, o fim da escala 6×1 precisa ser decidido pela legislatura atual, independentemente do resultado. Ele afirma que os eleitos no domingo ainda não ocupam os cargos de deputado ou senador e, portanto, não podem substituir o mandato constitucional do atual Congresso na deliberação sobre o tema.

O analista prevê resistência política à redução da jornada. Segundo ele, a direita tentará impedir uma vitória do governo Lula em uma pauta que considera de interesse da classe trabalhadora. Folena diz que o PL e empresários contrários à mudança mantêm uma visão “escravagista”.

O cientista político também cita Rogério Marinho, ex-ministro de Jair Bolsonaro e atual coordenador da campanha de Flávio, como responsável pela reforma previdenciária que ele classifica como a mais dura para a classe trabalhadora.

Para Folena, parte dos trabalhadores ainda não compreendeu o significado de votar em Flávio Bolsonaro. Ele também atribui responsabilidade às pessoas que não compareceram às urnas e defende que elas votem pela classe trabalhadora.

Pedido de revisão criminal de Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um pedido de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe. O caso divide os ministros: alguns entendem que não existem elementos excepcionais para justificar a ação; outros, entre eles Kassio Nunes Marques, consideram publicamente que as penas podem ser excessivas.

Flávio Bolsonaro prometeu conceder indulto ao pai se for eleito. Nunes Marques é o relator do caso e preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que deixaria o julgamento para depois do segundo turno para evitar acusações de interferência nas eleições.

Folena ressalta que as declarações de Nunes Marques ocorreram no âmbito do STF, e não da Justiça eleitoral. Na avaliação dele, o ministro não representa o tribunal, porque a decisão final caberá ao colegiado. O cientista político também afirma que Mendonça, Nunes Marques e Fux já tumultuaram o processo eleitoral brasileiro.

Na terça-feira (6), Alexandre de Moraes concedeu a Débora do Batom o direito de cumprir a pena em regime semiaberto. Folena não interpreta a decisão como aceno ao bolsonarismo e afirma que ela pode decorrer da aplicação de um critério técnico: se a condenada cumpriu a parte da pena em regime fechado e reúne as condições necessárias, teria direito à mudança de regime como qualquer cidadão na mesma situação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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