Setores católicos passaram a se mobilizar em torno da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) após circularem relatos de que ele poderia, caso eleito, atender a uma antiga reivindicação de grupos evangélicos: retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A possibilidade ganhou espaço com a circulação de vídeos de bispos e arcebispos nas redes sociais e de cartilhas distribuídas em igrejas. Os materiais orientariam os fiéis a considerar, entre outros critérios, candidatos comprometidos com a soberania nacional e com a população mais pobre.
Também circula uma homilia de Dom Orlando Brandes, arcebispo emérito de Aparecida, realizada na Basílica Nacional dedicada à padroeira. Durante a celebração, ele afirmou que os eleitores deveriam escolher seus candidatos conforme a própria consciência e levando em conta o bem comum.
A manifestação passou a ser associada à reação de setores da Igreja Católica diante da possibilidade de um presidente identificado com o campo evangélico chegar ao Palácio do Planalto. O tema voltou ao debate na quinta-feira (24), quando Maria Cristina Fernandes afirmou que a controvérsia poderia favorecer uma candidatura do PT entre os católicos.
A comentarista descreveu a movimentação como uma reação a uma parcela de evangélicos que estaria articulando um projeto de lei para retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira. Os relatos, contudo, são apresentados como uma possibilidade relacionada à disputa presidencial de 2026, e não como uma decisão anunciada.

