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STF ocupa campanha enquanto Lula e Flávio Bolsonaro disputam terreno eleitoral

A crise no Supremo passou a orientar as estratégias dos dois candidatos, em uma disputa também pressionada pela economia e pelas pesquisas.

STF ocupa campanha enquanto Lula e Flávio Bolsonaro disputam terreno eleitoral

A campanha eleitoral passou a ser organizada em torno da crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto os programas de governo de Lula e Flávio Bolsonaro perderam espaço no debate. Em 36 horas, decisões envolvendo André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino expuseram uma disputa dentro da Corte, contornada temporariamente pela atuação de Edson Fachin, presidente do tribunal.

A próxima etapa está marcada para terça (15/9), quando o plenário do STF deve analisar a validade do relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes. O resultado poderá indicar se a trégua entre os ministros será mantida. Fachin é descrito como moderado, avesso a riscos e com histórico de posições ambíguas. Esse perfil pode ajudar a reduzir a tensão, mas ainda não está claro se ele conduzirá reformas para recuperar o papel institucional do Supremo.

O bolsonarismo passou a explorar o conflito como eixo eleitoral. As manifestações de 7 de setembro se transformaram em atos de apoio a Mendonça e de críticas a Moraes, enquanto a participação de Flávio Bolsonaro ficou em segundo plano. A estratégia busca atrair eleitores insatisfeitos com a situação política e reforçar a ideia de que o STF estaria fora de controle. Também tenta apresentar Jair Bolsonaro como vítima de Alexandre de Moraes.

Essa movimentação ocorre ao mesmo tempo que a Polícia Federal avança no caso Dark Horse, em um inquérito comandado por Flávio Dino. A campanha de Flávio teme que os efeitos da investigação atinjam o candidato e seus aliados. No Senado, uma eventual derrota eleitoral de Flávio poderia ser acompanhada pelo fortalecimento da direita e do bolsonarismo.

Para o PT, a resposta é manter o caso Dark Horse no centro dos ataques a Flávio, questionar a atuação de Mendonça e apoiar a liderança de Fachin. Lula também defende a quebra do sigilo de todos os envolvidos no caso Master, proposta depois assumida pelo presidente do STF. A medida procura sinalizar que o presidente não pretende proteger ministros da Corte.

A pesquisa Quaest citada no artigo indicou empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno. O resultado foi interpretado como recuperação do candidato bolsonarista após o auge do caso Dark Horse. Lula, por sua vez, enfrenta a queda nas intenções de voto e a piora na avaliação do governo: a desaprovação chegou a 50%, enquanto 31% dos eleitores consideram a administração ótima ou boa.

A arrecadação declarada também favorece Flávio Bolsonaro, com R$ 44 milhões, contra R$ 35 milhões de Lula. Para Thomas Traumann, há uma diferença entre a avaliação otimista do presidente sobre o próprio governo e a percepção da população. O diagnóstico inclui dificuldades na articulação política e distanciamento do empresariado.

A economia aparece, assim, como outro fator decisivo da disputa. Embora a previsão de crescimento do PIB tenha aumentado, a estimativa de inflação tenha caído e o governo controle o preço dos combustíveis, o setor de serviços ficou estagnado pelo segundo mês seguido. Para os eleitores endividados, a renda continua pressionada pelo crédito, pelos juros altos e pelas bets.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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