RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4), em uma escola municipal de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Na saída, o senador fez declarações sem comprovação sobre a liberdade de imprensa, o cenário eleitoral e a situação socioeconômica do país.
Flávio afirmou que veículos de comunicação seriam perseguidos caso o atual governo fosse reeleito. Também disse que a imprensa só continuaria criticando o presidente da República se ele próprio vencesse a eleição. Não apresentou evidências para sustentar as afirmações.
O candidato ainda declarou que pesquisas internas de sua campanha indicariam uma ultrapassagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Pediu voto útil e voto de protesto contra a atual gestão federal, à qual atribuiu recordes de impostos altos, violência e pessoas endividadas, sem indicar dados oficiais ou critérios de comparação.
Histórico de declarações questionadas
Um levantamento da agência de checagem Aos Fatos apontou que o senador acumulou ao menos 43 declarações falsas ou enganosas nos últimos sete meses. O levantamento relacionou parte dessas falas às tentativas de afastar sua imagem das apurações da Polícia Federal sobre o Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”.
Aos 45 anos, Flávio é senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi escolhido para liderar a chapa presidencial do partido depois de disputas internas no fim de 2025. O candidato votou acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e disse que acompanharia a apuração no Rio de Janeiro.
Outros candidatos também votaram durante a manhã. Em Araxá (MG), Romeu Zema (Novo) entrou na cabine com um celular, conduta proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ronaldo Caiado (PSD) votou em Nova Crixás (GO), ao lado de Gilberto Kassab (PSD) e familiares. Em São Paulo, Renan Santos (Missão) votou na zona sul, enquanto Augusto Cury (Avante) registrou o voto em Colina (SP).


