A notícia e o que está por trás
Brasil

Polícia investiga traumatismo sofrido por visitante em atração do Hopi Hari

Júlia Rimoli Bossoni teve hematoma subdural após passeio na Montezum; parque afirma que a atração é certificada e passa por inspeções.

Polícia investiga traumatismo sofrido por visitante em atração do Hopi Hari
Foto: Caroline Vale/SBT News

A Polícia Civil investiga as circunstâncias em que Júlia Rimoli Bossoni, de 28 anos, sofreu um traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari. O episódio ocorreu em abril, durante uma visita da jovem, que mora em Londrina (PR) e havia viajado a São Paulo para conhecer o parque.

Júlia apresentou uma convulsão após o passeio, segundo depoimento do marido, João Pedro Bossoni Dionisio. Ela recebeu atendimento no parque e foi levada à Santa Casa de Vinhedo. O quadro evoluiu para um hematoma subdural, sangramento entre as membranas que revestem o cérebro, e exigiu cirurgias de urgência.

Entre os procedimentos relatados pelo marido estão a retirada de parte do crânio e a instalação de dispositivos para drenar líquido e controlar a pressão intracraniana. Depois de permanecer internada e passar por um longo período de recuperação, Júlia retornou ao Paraná, onde precisou realizar novos procedimentos médicos. Atualmente, está sem movimentação no lado esquerdo do corpo.

Investigação sobre as imagens

O boletim de ocorrência foi registrado inicialmente como uma ocorrência não criminal. O documento, porém, prevê a possibilidade de mudança do enquadramento caso os exames apontem eventual imperícia ou imprudência. A investigação considera a hipótese de lesão corporal culposa.

A polícia solicitou ao Hopi Hari as imagens das câmeras de segurança da Montezum no intervalo entre 16h30 e 17h30 do dia do episódio. Também foram requisitados registros que pudessem mostrar a ocorrência e o atendimento prestado à visitante. Um dos pontos analisados é a existência de imagens do percurso feito pelo carrinho.

A defesa de Júlia afirma que os registros fornecidos inicialmente pelo parque mostram apenas a entrada dos visitantes no carrinho e a saída da atração. A delegada responsável informou que as imagens recebidas pela polícia também não exibiam o trajeto completo. O Ministério Público pediu novos esclarecimentos ao Hopi Hari sobre a existência de registros do percurso, enquanto a advogada da jovem solicitou uma diligência no parque para verificar diretamente os equipamentos de captação instalados na atração.

Posicionamento do parque

O Hopi Hari afirma que a Montezum tem certificação internacional emitida pelo Grupo TÜV Nord e que as atrações radicais passam por inspeções anuais. As de baixa complexidade, segundo o parque, são inspecionadas a cada dois anos. A empresa também diz seguir a norma brasileira ABNT NBR 15926-2023 e manter protocolos de segurança e treinamento de funcionários.

De acordo com o parque, a montanha-russa é submetida a inspeções técnicas diárias. A rotina inclui verificações da estrutura de madeira, dos trilhos, das fixações, das travas, dos cintos, dos sensores fotoelétricos, dos painéis elétricos e dos sistemas de frenagem. O Hopi Hari diz ainda que orientações e restrições são informadas por placas, sistema de áudio na fila e operadores no momento do embarque.

A empresa afirma que Júlia entrou na Montezum duas vezes no mesmo dia: a primeira por volta das 11h e a segunda aproximadamente às 16h30. O parque diz que o episódio ocorreu durante a segunda passagem, quando ela teve uma convulsão e recebeu os primeiros socorros no ambulatório antes de ser encaminhada à Santa Casa de Vinhedo.

O Hopi Hari informa que acompanhou o tratamento, manteve contato com os familiares e custeou as despesas durante a permanência da jovem em Vinhedo. Em nota, declarou que o Ministério Público havia emitido parecer apontando não haver risco coletivo, defeito no projeto ou negligência na atração. O parque também informou que dispõe de um seguro oferecido à família.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.