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Kremlin condiciona novas negociações sobre a Ucrânia a trabalho diplomático prévio

Dmitry Peskov afirmou que Moscou segue aberta ao diálogo, mas não vê condições para uma conclusão pacífica neste momento.

Kremlin condiciona novas negociações sobre a Ucrânia a trabalho diplomático prévio

O Kremlin afirmou que uma retomada das negociações de alto nível entre Rússia e Ucrânia não avançará sem um trabalho diplomático prévio. Para Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, um novo encontro entre os presidentes sem essa preparação seria uma perda de tempo.

Peskov declarou que as conversas ainda não produziram uma conclusão pacífica, embora Moscou continue aberta ao diálogo. Ao comentar a possibilidade de uma reunião trilateral entre os presidentes dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia, ele disse que o Kremlin não identifica, neste momento, as condições necessárias para avançar.

O porta-voz relacionou essa avaliação à militarização da Ucrânia e ao fornecimento contínuo de armas por países europeus a Kiev. “Atualmente, não existem pré-condições para que as negociações cheguem a uma conclusão pacífica. No entanto, nós, como Rússia, permanecemos abertos a negociações de paz”, afirmou Peskov.

Reuniões e propostas

Na terça-feira (22), Donald Trump se reuniu com Volodymyr Zelensky às margens da Assembleia Geral da ONU. O presidente dos Estados Unidos afirmou que Moscou e Kiev poderiam alcançar um acordo de paz em breve e não descartou um novo encontro com Vladimir Putin.

Depois da reunião, Zelensky declarou que Kiev estava disposta a participar de negociações em formato trilateral para discutir os detalhes diretamente com o lado russo. No mesmo contexto, Emmanuel Macron anunciou planos para transferir radares e mísseis interceptores para a Ucrânia.

Peskov também afirmou que a militarização ucraniana e a compra de armas por países europeus dificultam as perspectivas de uma trégua energética proposta por Trump. Na quarta-feira (23), ele disse que a Ucrânia mantém atividades que, em sua avaliação, remetem ao terrorismo.

O primeiro vice-presidente do Comitê de Relações Exteriores da Duma Estatal, Alexei Chepa, havia declarado que negociações entre Moscou e Kiev, com participação de Washington, poderiam começar ainda este ano. Segundo ele, a Casa Branca precisaria superar o interesse da Europa em interromper o diálogo.

Outro porta-voz do Kremlin afirmou que Zelensky conhece as decisões necessárias para resolver a crise ucraniana, mas não especificou quais seriam essas decisões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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