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Luana Alves cobra explicações sobre suspeitas envolvendo Milton Leite e transporte em São Paulo

Vereadora do Psol relacionou o caso à atuação política de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas, mas as acusações são negadas por Leite.

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) é considerado foragido na operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de São Paulo. Em nota, Leite negou a condição e afirmou que está viajando. Ele disse que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas e provar sua inocência.

Leite presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis vezes e exerceu sete mandatos. A operação desta quinta-feira (17) investiga, entre outros pontos, uma suposta relação dele com a Transwolff, empresa apontada como responsável por lavar dinheiro para o PCC.

A vereadora Luana Alves (Psol-SP) afirmou que denúncias sobre vínculos entre empresas de transporte e o crime organizado já eram conhecidas, mas que a operação ampliou a dimensão das suspeitas. Ela disse que, para moradores das periferias, o assunto não é uma novidade e citou sua experiência de ter vivido no Grajaú.

Relações políticas sob questionamento

Na avaliação de Alves, a permanência do esquema dependeria da falta de responsabilização e de relações entre o crime organizado e a política institucional. A vereadora afirmou que mais da metade das empresas de ônibus de São Paulo teria alguma relação com o crime organizado ou seria controlada por ele.

Alves também mencionou a proximidade entre Milton Leite e o prefeito Ricardo Nunes, construída desde o período em que os dois ocupavam cadeiras na Câmara. Em relação ao governador Tarcísio de Freitas, ela citou a influência de Leite na Artesp e disse que o grupo político do ex-vereador recebeu espaço em áreas de transporte da administração estadual. Segundo a vereadora, Leite também foi importante para destravar a privatização da Sabesp durante o governo Tarcísio.

A parlamentar criticou ainda a transparência dos processos e contratos do transporte. Para ela, a fiscalização enfrenta dificuldades porque os responsáveis por acompanhar os dados têm pouco acesso às planilhas. “É uma caixa preta que ninguém mexe”, declarou.

As suspeitas investigadas na operação envolvem a infiltração do PCC no transporte coletivo de São Paulo. Milton Leite, por sua vez, rejeita a acusação de que esteja foragido e afirma que irá se apresentar às autoridades.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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