SÃO PAULO — Carlos Boulos, de 80 anos, morreu nesta terça-feira (6), após ser atropelado no sábado (3) na Avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo. Ele era tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
O motorista de um Fiat Palio foi identificado, prestou depoimento na segunda-feira (5) e acabou liberado pela polícia. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio por determinação da delegada responsável pelo caso. O veículo também passou por perícia e foi liberado.
Investigação
O caso é investigado por meio de inquérito policial no 5º Distrito Policial da Aclimação. Imagens feitas no local, a perícia e outros elementos deverão ser analisados para esclarecer a dinâmica do atropelamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, Carlos dirigia uma Toyota Hilux quando se envolveu em um desentendimento no trânsito com o condutor do Palio. Testemunhas disseram que, depois de os veículos pararem, o idoso saiu da caminhonete e caminhou em direção ao outro automóvel.
Um vídeo mostra o Palio desviando para a esquerda e atingindo Carlos. Nas imagens, ele coloca uma das mãos sobre o para-brisa antes de cair no asfalto. Uma testemunha relatou à polícia que o idoso permaneceu praticamente imóvel depois da queda e não respondia aos chamados. Carlos morreu após bater a cabeça.
A defesa afirmou que o motorista deixou o local por ter se sentido ameaçado durante a discussão. Segundo o advogado Natan Tolintino, o homem voltava do Hospital Cema acompanhado da esposa e dos filhos quando ocorreu o conflito. A defesa sustenta que Carlos teria buzinado, usado farol alto e jogado o veículo contra o carro da família.
“A defesa sustenta que Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor”, disse o advogado, em nota. A defesa afirma que os depoimentos dos familiares apoiam essa versão. A investigação deverá definir como ocorreu o atropelamento.


