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Moscou condiciona trégua energética a segurança marítima e fim de sanções

Dmitry Peskov apoiou a proposta de Trump, mas disse que a estabilidade dos combustíveis depende também do fim das restrições à Rússia.

Moscou condiciona trégua energética a segurança marítima e fim de sanções

O governo russo afirmou estar disposto a retomar as negociações sobre a guerra na Ucrânia, mas sem interromper as operações militares durante as conversas. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, nesta terça-feira (15), enquanto ataques foram registrados contra estruturas energéticas dos dois lados.

Lavrov disse que Moscou poderá voltar à mesa se a outra parte demonstrar disposição. O ministro também afirmou que a Rússia não mudou seus objetivos desde o início da operação militar especial e que continua aberta à busca por compromissos razoáveis.

“Nunca nos recusamos a negociar”, declarou Lavrov. Segundo ele, as conversas anteriores não foram interrompidas por iniciativa russa e podem ser retomadas caso os interlocutores estejam dispostos.

Condições apresentadas por Moscou

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou como positiva a proposta de cessar-fogo nos ataques contra instalações de energia apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Peskov afirmou que autoridades russas mantêm contato com os estadunidenses e que Moscou apoia soluções pacíficas.

Na avaliação do porta-voz, porém, a interrupção dos ataques não seria suficiente para resolver a escassez global de combustível. Ele apontou a segurança da navegação para petroleiros e o levantamento das sanções como condições para uma estabilidade energética mais ampla.

Peskov afirmou que, apenas depois da retirada das sanções, o mercado mundial poderia receber volumes suficientes de derivados de petróleo para pressionar os preços para baixo. Também disse que manter as refinarias em funcionamento e ampliar a produção não resolveria o principal problema, que seria a exportação dos derivados para os mercados globais.

Ataques durante a madrugada

Apesar da proposta de trégua, Peskov confirmou que as Forças Armadas da Ucrânia atingiram uma instalação energética em uma região russa durante a noite. Ele não especificou o local. Autoridades de Samara relataram danos a uma instalação industrial, sem informar detalhes.

Em Rostov, o governador Yuri Slyusar informou que as defesas aéreas derrubaram mais de 30 drones e mísseis durante a madrugada. Do lado ucraniano, tropas russas atacaram Kiev e danificaram dois postos de gasolina. O prefeito Vitali Klitschko disse que a defesa aérea estava em operação durante a tarde e pediu que a população procurasse abrigo.

Em 2 de setembro, Vladimir Putin havia anunciado que o exército russo recebera ordens para realizar ataques massivos contra o setor energético da Ucrânia. Na segunda-feira (14), Trump afirmou que Rússia e Ucrânia tinham decidido suspender ataques mútuos contra instalações de energia, mas Moscou e Kiev não confirmaram a informação.

Lavrov reiterou que a Rússia pretende garantir sua segurança, impedir a entrada da Otan em suas fronteiras e assegurar os direitos que considera legítimos para russos e povos de língua russa que vivem nessas terras há séculos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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