QUEIMADOS — A Juventude do PT-RJ afirmou que o episódio envolvendo Mateus Lima, secretário de Juventude do partido em Queimados, representa violência política e deve ser apurado pelas autoridades. O estudante, de 25 anos, diz ter sido empurrado, ameaçado de morte e intimidado com uma arma de fogo durante uma panfletagem.
O caso ocorreu na tarde da última terça-feira (22), no calçadão próximo à estação de trem, e foi registrado na 55ª DP de Queimados. De acordo com o registro da notícia-crime, um homem se dirigiu ao grupo que distribuía materiais de campanha, xingou os militantes e também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Agressões durante a atividade
O homem teria voltado outras vezes e continuado a gritar perto de Lima. Os insultos eram dirigidos às pessoas que participavam da campanha. Em determinado momento, o jovem afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) não prestava para governar o Brasil.
Ainda conforme o registro, o homem avançou contra Lima e deu três tapas no peito dele. Depois, mostrou uma arma de fogo, fez ameaças de morte e declarou ser policial. O agressor teria retornado mais vezes, com novos xingamentos e ameaças, antes de deixar o local.
Câmeras de segurança de lojas instaladas na calçada podem ter registrado a ocorrência. O trecho também conta com duas câmeras de monitoramento do trânsito controladas pela prefeitura.
Lima recebeu apoio de Professor Castelano, único vereador do PT na cidade. O vereador citou outros episódios durante atividades políticas: em 2024, um militante do partido teria sofrido um ataque homofóbico durante uma panfletagem; em 2022, outra pessoa teria sacado uma arma em uma feira.
A Juventude do PT-RJ relacionou o caso ao contexto de violência política na Baixada Fluminense e afirmou, em nota, que a ameaça à democracia tem previsão no Código Penal. O grupo disse que a ocorrência não deve ser naturalizada e que é necessário responsabilizar os envolvidos.
Castelano também afirmou que moradores e militantes têm medo de colocar materiais de campanha em portões ou adesivos. Neste ano, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) alterou 72 locais de votação em áreas controladas pelo tráfico ou por milícias.
“Não vamos sair das ruas. É importante não recuar na defesa da democracia”, disse Lima.



