BRASÍLIA — O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que as investigações não identificaram risco de ataque contra a embaixada e os consulados dos Estados Unidos ou contra representações de outros países no Brasil.
A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão na sexta-feira (2), contra dois suspeitos, mas não encontrou evidências. A corporação havia recebido alertas de segurança de representações diplomáticas estrangeiras no país. As comunicações mencionaram as eleições como um dos motivos para recomendar cautela a cidadãos estrangeiros.
Além dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido e Irlanda emitiram alertas. Andrei Rodrigues afirmou: “Não encontramos elementos concretos sobre a existência de risco para nenhuma embaixada.” Segundo ele, também não foram identificados plano ou outros elementos que confirmassem uma ameaça.
Suspensão de atendimentos
Na manhã de sexta-feira (2), o governo dos Estados Unidos suspendeu os serviços consulares presenciais na Embaixada em Brasília e nos consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. A medida foi anunciada por “questões de segurança”, sem detalhamento dos motivos.
Após o fechamento, soldados da Polícia Militar passaram a fazer a segurança externa dos prédios. O aviso havia sido publicado na noite de quinta-feira (1º) e orientava cidadãos estadunidenses que precisassem de assistência de emergência a não comparecer às instalações diplomáticas. A recomendação era entrar em contato com o funcionário de plantão responsável.
A suspensão não significou a interrupção das atividades diplomáticas dos Estados Unidos no país. Nenhum dos dois governos informou quando os atendimentos presenciais seriam retomados.
A Austrália também fechou sua embaixada em Brasília na sexta-feira, alegando “preocupações com a segurança”, sem informar os motivos. O episódio ocorreu em meio a ações do governo de Donald Trump relacionadas às eleições brasileiras.



