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Polícia apura vídeo de criança com objetos semelhantes a armas no RN

Polícia Civil investiga se algum dos objetos carregados por uma criança durante uma comemoração em Parnamirim era uma arma real.

Polícia apura vídeo de criança com objetos semelhantes a armas no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte confirmou a autenticidade de um vídeo em que uma criança aparece sobre o teto de um carro, usando camisa amarela e segurando objetos semelhantes a armas. As imagens foram registradas durante uma comemoração de bolsonaristas pela vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais.

O evento ocorreu na noite de domingo (4), no bairro da Cohabinal, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RN). O local é usado como ponto de encontro de eventos políticos de bolsonaristas na cidade.

A investigação ficará a cargo da 17ª Delegacia de Parnamirim. A unidade vai verificar as circunstâncias do episódio, inclusive se algum dos objetos era uma arma de fogo real. Entre as medidas previstas estão a coleta e a análise das imagens disponíveis para esclarecer o ocorrido.

Possíveis responsabilidades

Se for confirmado que a criança estava com uma arma verdadeira, os pais, responsáveis ou a pessoa que tiver entregue o armamento poderão responder criminalmente. A apuração poderá considerar o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento.

As duas normas classificam como crime vender, fornecer gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, arma de fogo, munição ou explosivo a criança ou adolescente. A pena pode variar de três a seis anos de reclusão para quem forneceu o material ou permitiu que a criança tivesse acesso à arma.

O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, criticou o episódio nas redes sociais. Para ele, houve “inversão de valores” ao associar uma arma nas mãos de uma criança à celebração de um resultado eleitoral. Messias afirmou ainda que não havia vitória naquele gesto, mas o fracasso de um projeto de país justo, livre e solidário.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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