O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (18) que o país está disposto a cooperar e restabelecer as relações com os vizinhos europeus. Ao mesmo tempo, disse que Moscou responderá caso enfrente um cenário de hostilidades e negou que tenha intenções agressivas contra países do continente.
“Melhor vivermos em harmonia. Caso contrário, nós também teremos que responder. Isso deveria ser óbvio para todos”, declarou Putin durante uma reunião da Comissão de Indústria Militar.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o reforço do alerta no país, mencionando o avanço de supostas ameaças atribuídas a Moscou. Putin classificou como infundados os temores de uma agressão iminente e afirmou que a Rússia não teria motivos para atacar nações europeias.
“Estamos prontos para cooperar e restabelecer as relações com nossos vizinhos europeus”, disse o presidente russo, ao reiterar que não há intenções agressivas contra a Europa.
Putin também acusou governos ocidentais de usar a narrativa de uma ameaça russa para justificar o fortalecimento do flanco leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a ampliação dos gastos militares. Ele criticou ainda exercícios realizados por países da União Europeia no Mar Báltico.
O presidente russo afirmou que os treinamentos incluíram a preparação para apreender navios civis. As atividades ocorreram nas proximidades de Helsinque, na Finlândia, com a participação de forças finlandesas, polonesas e francesas. Durante o exercício, agentes chegaram de helicóptero ao quebra-gelo Polaris e assumiram o controle da ponte de comando.
As autoridades finlandesas disseram que o treinamento tem como objetivo preparar as forças de segurança para possíveis atos de sabotagem contra estruturas submarinas no Mar Báltico, como cabos de energia e telecomunicações e gasodutos. Um dos cenários simulava uma embarcação suspeita de danificar instalações no fundo do mar.
Putin atribuiu a escalada das tensões e a guerra da Ucrânia à recusa do Ocidente em considerar as demandas de segurança de Moscou e ao avanço militar da Otan em direção às fronteiras russas.


