O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira (18) que alguns líderes europeus estariam se preparando para uma guerra contra o país. A declaração foi feita durante uma reunião com autoridades russas sobre um novo projeto estatal de armamento destinado às forças militares e de segurança.
Putin relacionou os preparativos que atribui a dirigentes europeus à expansão da Otan. “Alguns líderes europeus estão declarando abertamente que estão se preparando para uma guerra com a Rússia”, disse o presidente. Ele também afirmou que as ameaças não estão diminuindo e que a aliança militar estaria ampliando sua presença em outras regiões do mundo.
Na avaliação de Putin, as declarações de líderes europeus serviriam para tentar recuperar índices de aprovação em queda e encobrir falhas nas políticas econômicas e sociais desses países.
Guerra e apoio à Ucrânia
A manifestação ocorreu no primeiro dia das eleições parlamentares russas. Putin afirmou que o processo mostraria o apoio de milhões de pessoas à guerra contra a Ucrânia. A maioria dos candidatos pacifistas, porém, foi impedida de disputar a eleição.
O conflito começou em fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano. Desde então, a guerra continua sem um acordo de paz. Países europeus e outros integrantes da Otan aumentaram o apoio militar e financeiro à Ucrânia, enquanto Moscou interpreta o fortalecimento desse suporte e a expansão da aliança como ameaças à segurança russa.
Os países da Otan, por sua vez, afirmam que a ajuda à Ucrânia responde à invasão russa e contribui para a defesa do país.
A possibilidade de o conflito alcançar o território da aliança também preocupa países europeus. A Polônia encontrou recentemente, na costa do Mar Báltico, um drone militar suspeito de origem russa. Dias depois, autoridades polonesas identificaram preliminarmente outro equipamento, do modelo russo Gerbera 2, que carregava uma ogiva.
Neste sábado (19), a Polônia elevou o nível de prontidão de sua defesa aérea durante ataques russos contra a Ucrânia. Os militares informaram, no entanto, que não houve violação do espaço aéreo polonês naquela ocasião.


