O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou na segunda-feira (28) um decreto que amplia em 15.500 o número de militares permitidos nas Forças Armadas. Com a medida, o efetivo autorizado passa a ser de 2.441.630 pessoas, incluindo 1.550.000 militares na ativa.
Esta é a quarta expansão promovida por Putin em 2026. O presidente russo já havia assinado determinações semelhantes em março, junho e julho. Desde março, o aumento acumulado chega a 47.860 soldados.
A decisão ocorre durante o impasse na guerra contra a Ucrânia, iniciada em 2022. Os avanços russos no campo de batalha desaceleraram este ano, enquanto o uso de drones se disseminou na linha de frente. Nas últimas semanas, a Ucrânia foi alvo de ataques de grande escala, especialmente em Kiev.
Ataque em Kiev
Na segunda-feira, um drone russo atingiu a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, em Kiev. O ataque deixou pelo menos um morto e 19 feridos, além de provocar um incêndio de grandes proporções que dificultou a saída de funcionários. Equipes de bombeiros foram mobilizadas para controlar as chamas.
A ampliação do efetivo russo também ocorreu depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusar a Coreia do Norte de enviar mais soldados ao território russo. Ele afirmou, com base em “novos dados”, que 10 mil militares estavam sendo selecionados para treinamento e posterior envio à Rússia.
“Atualmente, há mais de 8 mil soldados das tropas norte-coreanas em território russo”, disse Zelensky em comunicado divulgado nas redes sociais. Segundo estimativas ucranianas, cerca de 15 mil soldados norte-coreanos foram enviados para apoiar a guerra desde 2024, quando Rússia e Coreia do Norte assinaram um pacto militar com previsão de defesa mútua em caso de ataque por terceiros.
O governo ucraniano também afirma que Pyongyang forneceu à Rússia milhões de projéteis de artilharia e morteiros, além de mísseis balísticos, sistemas de artilharia de longo alcance e sistemas de lançamento múltiplo de foguetes.


