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UE aprova € 6,6 bilhões em ajuda militar e financeira à Ucrânia

Pacote inclui recursos para equipamentos e reembolso de países, enquanto ataques russos atingem usina, Kiev e outras cidades ucranianas.

UE aprova € 6,6 bilhões em ajuda militar e financeira à Ucrânia
Foto: Lehtikuva/Jouni Porsanger via Reuters

A União Europeia aprovou o envio de € 6,6 bilhões à Ucrânia, em um pacote destinado ao apoio militar e ao reembolso de países que já usaram recursos próprios para ajudar Kiev. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (25) por Kaja Kallas, alta representante do bloco para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e vice-presidente da Comissão Europeia.

“Essa é uma boa notícia para a Ucrânia e uma má notícia para a Rússia”, afirmou Kallas. Ela disse que os ataques híbridos de Moscou tentam pressionar a Europa a reduzir o apoio a Kiev, mas que o bloco está ampliando esse suporte.

Destinação dos recursos

O dinheiro virá do Fundo Europeu para a Paz, mecanismo usado pela União Europeia para financiar ajuda militar a países que não integram o bloco. Do total aprovado, € 900 milhões serão destinados à missão de assistência militar da União Europeia na Ucrânia, enquanto € 1 bilhão financiará novas aquisições de equipamentos. O restante será utilizado para reembolsar países que contribuíram com recursos próprios.

A liberação ficou retida por meses. O bloqueio havia sido feito pelo governo húngaro do então primeiro-ministro Viktor Orbán, que mantinha relações amigáveis com a Rússia. Em agosto, Péter Magyar, crítico de Moscou, foi eleito.

A decisão ocorre enquanto a ofensiva russa se intensifica. Na sexta-feira (25), a ArcelorMittal informou que não conseguirá retomar a produção na ArcelorMittal Kryvyi Rih, maior usina siderúrgica da Ucrânia. A empresa afirmou que uma série de ataques provocou danos extensos e matou cinco trabalhadores.

“É com profundo pesar que concluímos que não podemos mais operar com segurança a ArcelorMittal Kryvyi Rih”, disse Mauro Longobardo, presidente-executivo da subsidiária. A siderurgia representa 15% das exportações ucranianas e vem sofrendo pressão por causa da guerra.

Ataques e possível negociação

Também na sexta-feira (25), um drone russo atingiu um edifício residencial no centro de Kiev e matou um adolescente de 14 anos. Volodymyr Zelensky classificou o ataque como algo absolutamente selvagem e repugnante.

Segundo o presidente ucraniano, outra ação matou uma pessoa dentro de uma agência dos correios em Odessa. Uma clínica médica em Zaporizhzhia também foi atingida enquanto havia pessoas no local. Um ataque aéreo destruiu ainda um armazém de alimentos nos arredores de Kiev usado pela rede de restaurantes McDonald's.

O Kremlin nega ataques deliberados contra civis. A missão de monitoramento das Nações Unidas na Ucrânia registrou pelo menos 200 mortes de civis no país em setembro, além de danos a casas, hospitais, lojas e locais de trabalho.

A Ucrânia afirmou que também ampliou ataques contra instalações de defesa e energia da Rússia, além de centros logísticos e armazéns de empresas de vendas online.

O governo russo disse que uma reunião trilateral entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia pode ocorrer em breve para discutir esforços de encerramento da guerra. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev está nos Estados Unidos em conversas com negociadores norte-americanos.

Uma reunião entre Dmitriev, Steve Witkoff e Jared Kushner teria ocorrido em 24 de setembro. Zelensky disse que um eventual encontro trilateral poderia ter nível técnico e ser realizado nos Emirados Árabes Unidos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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