A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a bandeira verde para outubro. Com isso, deixa de ser cobrada a tarifa adicional que estava incorporada às contas de luz desde maio, durante cinco meses consecutivos de bandeira amarela.
A cobrança eliminada era de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Para uma residência com consumo mensal de 200 kWh, a mudança representa uma redução de R$ 3,77 na fatura, considerando apenas esse componente.
A decisão foi associada à recuperação dos reservatórios das hidrelétricas e à previsão de chuvas durante a primavera. Pedro Moro, gerente de Preços e Estudos de Mercado da Thymos, afirmou que o período seco no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste foi menos intenso e que os reservatórios chegaram à primavera com níveis elevados. As previsões meteorológicas, acrescentou, indicam afluências acima da média.
Afluência é o volume de água que chega aos reservatórios por meio dos rios. Como as hidrelétricas respondem por uma parcela importante da geração de energia no Brasil, a maior disponibilidade de água melhora as condições de geração e reduz a necessidade de recorrer a fontes mais caras, como as termelétricas.
Perspectiva para os próximos meses
No cenário-base da Ampere Consultoria, os reservatórios do Sistema Interligado Nacional devem terminar a primavera com armazenamento médio de 55,5% e superar 85% em abril de 2027, quando normalmente se encerra o período chuvoso. As projeções indicam que a recuperação pode continuar nos meses seguintes, caso as chuvas previstas se confirmem.
O sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições e os custos de geração de energia. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. A amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh, enquanto a vermelha prevê R$ 4,463 por 100 kWh no Patamar 1 e R$ 7,877 no Patamar 2.
A bandeira amarela permaneceu em vigor até setembro. Nos quatro primeiros meses de 2026, a bandeira havia sido verde, sem cobrança adicional.


