A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta que o efeito médio das tarifas de energia elétrica no Brasil será de 9,4% em 2026. A estimativa consta da edição mais recente do boletim InfoTarifas e supera as projeções para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), de 4,4%, e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,0%.
A pressão sobre os reajustes vem principalmente dos custos financeiros, dos encargos setoriais e da compra de energia. A média prevista, porém, seria maior sem os recursos obtidos com a repactuação das obrigações de pagamento pelo Uso de Bem Público (UBP) das usinas hidrelétricas.
Recursos para distribuidoras
Cerca de R$ 5,5 bilhões foram repassados às distribuidoras que atuam nas áreas de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
A possibilidade de pagamento antecipado do UBP foi criada pela Lei nº 15.235/2025. A norma permitiu que as geradoras quitassem à vista o valor anual da obrigação, com desconto de 50%. Em contrapartida, os recursos pagos antecipadamente deveriam ser transformados em desconto para consumidores cativos nas áreas atendidas pela Sudam e pela Sudene.
A medida alcança todas as distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, além de Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. A Aneel informou a projeção nesta sexta-feira (18).


