A notícia e o que está por trás
Brasil

Rússia ameaça contestar confisco de ativos congelados pela União Europeia

Moscou diz que adotará medidas ponderadas e direcionadas se o bloco transformar o congelamento em confisco para financiar a Ucrânia.

Rússia ameaça contestar confisco de ativos congelados pela União Europeia

A Rússia afirmou que reagirá caso a União Europeia avance no confisco de ativos russos congelados no bloco. Vladislav Maslennikov, diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, declarou nesta sexta-feira (25) que Moscou adotará medidas “ponderadas e direcionadas”, levando em conta as circunstâncias do caso.

O governo russo considera ilegal a retenção dos recursos e busca indenização nos tribunais do país. Em 15 de maio, o Tribunal de Moscou decidiu a favor do Banco Central da Rússia em uma ação contra a Euroclear e determinou o pagamento de cerca de 18,2 trilhões de rublos, aproximadamente 200 bilhões de euros, por perdas atribuídas ao congelamento das reservas.

A Euroclear recorreu da decisão. Em julho, uma instância de recurso russa rejeitou a apelação, conforme informado pela própria empresa belga. A depositária afirma que não reconhece a jurisdição dos tribunais russos e que as decisões não são reconhecidas pela legislação da União Europeia.

Recursos destinados à Ucrânia

As discussões sobre o uso dos ativos congelados para financiar a Ucrânia foram retomadas pela União Europeia. O bloco mantém cerca de 210 bilhões de euros em reservas e ativos do Banco Central da Rússia congelados em seu território. A maior parte está sob custódia da Euroclear, em Bruxelas.

Na quinta-feira (24), Maslennikov afirmou que, a partir de 2024, a União Europeia transferiu aproximadamente 8 bilhões de euros em receitas geradas por ativos russos congelados para a Ucrânia. Desse total, 3,5 bilhões de euros foram usados na compra de armamentos.

Em agosto, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, pediu que o bloco confiscasse os ativos destinados ao país. Ele disse que os recursos eram necessários para cobrir o déficit orçamentário provocado pelo aumento dos gastos com defesa e pela reconstrução.

Depois do início da guerra da Ucrânia, a União Europeia e os países do G7 bloquearam aproximadamente metade das reservas cambiais russas. Mais de 200 bilhões de euros permanecem imobilizados na União Europeia, principalmente sob custódia da Euroclear.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.