Um voo da Flydubai que saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, em Israel, foi desviado para a Arábia Saudita nesta quarta-feira (30), depois de uma luta na cabine de comando. A aeronave levava 174 pessoas, e os dois pilotos deixaram o avião feridos após o pouso no Aeroporto de Tabuk, no noroeste saudita.
O incidente ocorreu quando o avião estava no espaço aéreo jordaniano, 90 minutos após a decolagem. Em dois minutos, a aeronave perdeu cerca de 17 mil pés de altitude. Durante a emergência, um dos pilotos acionou primeiro um código geral de socorro e depois o código 7.500, usado internacionalmente para indicar possível interferência ilícita ou sequestro.
Investigação sobre a cabine
Após o alerta, Israel mobilizou caças da Força Aérea para acompanhar o voo. As autoridades israelenses investigam a hipótese de que um dos pilotos tenha tentado derrubar deliberadamente o avião. O governo também trata o caso como possível incidente terrorista, embora as circunstâncias e a motivação ainda não estejam esclarecidas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em vídeo que quase todos os passageiros eram israelenses. Segundo ele, um dos pilotos esfaqueou o outro quando o avião se aproximava de Israel e tentava derrubar a aeronave. Netanyahu acrescentou que um passageiro conseguiu entrar na cabine e conter o agressor.
Pessoas sentadas nas primeiras fileiras teriam percebido o problema quando o avião começou a cair e entrado na cabine. Também foram relatados gritos e a informação de que um dos pilotos havia sido esfaqueado.
O Shin Bet e o Mossad participam da apuração. Funcionários israelenses disseram que as autoridades investigam a possibilidade de um ataque terrorista. Até o momento, não foram esclarecidas as circunstâncias do confronto nem a motivação atribuída ao piloto suspeito.


