A arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, o maior resultado para os oito primeiros meses de um ano desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento real de 7,12%, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22).
Em agosto, as receitas alcançaram R$ 235,6 bilhões, o maior valor registrado para o mês desde 2011. O montante representa alta real de 8,25% ante agosto de 2025.
Efeito da sazonalidade
Apesar do avanço na comparação anual, a arrecadação de agosto recuou 18,33% em termos reais frente a julho. O valor passou de R$ 289,3 bilhões para R$ 235,6 bilhões. A Receita Federal atribuiu esse movimento principalmente a fatores sazonais, entre eles o recolhimento de tributos sobre o lucro das empresas no mês anterior.
O setor de extração de petróleo e gás natural teve participação expressiva no resultado acumulado. Entre janeiro e agosto, os recolhimentos relacionados à atividade chegaram a R$ 93,3 bilhões, alta real de 471,35% sobre o mesmo período de 2025. Considerando os valores corrigidos pela inflação, o setor acrescentou R$ 76,9 bilhões à arrecadação.
Também contribuíram para o crescimento R$ 20,9 bilhões em pagamentos extraordinários e mudanças na legislação tributária. Desse total, R$ 11 bilhões vieram de recolhimentos atípicos de impostos sobre o lucro das empresas, enquanto R$ 9,9 bilhões corresponderam ao imposto de exportação sobre petróleo bruto.


