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Economia

Nubank, Itaú e BTG ocupam funções distintas na arena do Palmeiras

Patrocínio, plataforma de shows e controle da administração explicam a presença simultânea dos três bancos no estádio.

Nubank, Itaú e BTG ocupam funções distintas na arena do Palmeiras

A arena do Palmeiras passou a concentrar três grandes bancos brasileiros em funções diferentes. O Nubank assumiu o patrocínio e os direitos de nomeação do estádio; o Itaú levou para o local parte de sua plataforma de música; e o BTG Pactual comprou uma participação majoritária na empresa que administra o espaço.

O movimento ocorre em momentos distintos e combina publicidade, entretenimento e investimento. O Nubank substituiu a Allianz em abril deste ano e passou a chamar a arena de Nubank Parque. O contrato prevê 18 anos, com valor estimado em R$ 50 milhões por ano e R$ 900 milhões no total. A aposta também representa uma presença física relevante para uma instituição que nasceu no ambiente digital e tem 118 milhões de clientes, o maior volume entre bancos privados no país.

O papel de cada banco

A participação do Itaú ocorre por meio do Itaú Live. Em março deste ano, a plataforma fechou um contrato de cinco anos com a 30e, empresa de entretenimento responsável por organizar 800 shows em diferentes locais, incluindo o Nubank Parque. O acordo envolve a venda de ingressos e benefícios para clientes do banco.

Desde o início efetivo da parceria, em dezembro de 2025, foram divulgados mais de 30 shows e confirmadas oito turnês. Entre os eventos estão o show da Xuxa e encontros de Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão. O Itaú não informou quantas dessas apresentações ocorrerão na arena do Palmeiras. O local recebe, por ano, mais de 100 eventos promovidos por diferentes empresas.

Já o BTG Pactual assumiu a administração do estádio ao comprar uma fatia majoritária da WTorre, construtora da arena e detentora do direito de exploração do espaço até 2044. A WTorre manteve uma participação minoritária.

O processo submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informa que a aquisição é feita pelo fundo Alternative Assets I, veículo controlado pelo BTG. O fundo compra participação da Real Entretenimento Participações, que detém 100% da Real Arenas, empresa criada para desenvolver e administrar a arena.

Dívida da WTorre e mercado de eventos

De acordo com o documento enviado ao Cade, a operação busca amortizar créditos que o BTG já detém contra o grupo WTorre e ampliar e diversificar os investimentos do banco. Parte da dívida será convertida em participação societária na empresa que controla o estádio, em vez de ser quitada exclusivamente em dinheiro.

A origem do crédito está em uma dívida da WTorre com o Banco do Brasil. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, comprou do banco estatal a carteira relacionada ao financiamento da construção da arena. O crédito girava em torno de R$ 650 milhões.

No início de setembro, BTG e WTorre comunicaram à Justiça que estavam em tratativas para encerrar o litígio. Em 18 de setembro, anunciaram a conclusão da negociação. O BTG também informou ao Cade que possui participação acionária no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, sem revelar o percentual.

O documento estima que o mercado brasileiro de eventos ao vivo alcançou R$ 8,46 bilhões em 2025, com base em dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc). Para Eduardo Tomiya, especialista em branding, a presença dos bancos reflete o potencial da arena para shows. “O ativo é excelente”, afirmou.

BTG Pactual e Nubank não responderam aos questionamentos. O Itaú detalhou o funcionamento do Itaú Live e afirmou que a iniciativa reúne shows, festivais e conteúdo para ampliar a atuação do banco nesse segmento.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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