A Corona Extra manteve a liderança entre as marcas mais valiosas da América Latina pelo terceiro ano consecutivo. O valor da marca chegou a US$ 13,9 bilhões, após alta de 4%, de acordo com o ranking Latin America 100 2026, elaborado pela Brand Finance.
O valor conjunto das 100 marcas avaliadas alcançou aproximadamente US$ 187 bilhões em 2026, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Brasil e México concentram cerca de 79% desse total. O Brasil aparece com 43 marcas, avaliadas em US$ 74,7 bilhões, alta de 15%. O México reúne 31 marcas, com valor combinado de US$ 73,3 bilhões e avanço de 17%. Juntos, os dois países somam aproximadamente US$ 148 bilhões.
Bancos e cervejas concentram os maiores valores
O setor bancário é o mais valioso da região, com 20 marcas e quase um quarto do valor total do ranking. Itaú e Banco do Brasil lideram o segmento. A marca do Itaú ocupa a segunda posição geral, com alta de 15% e valor de US$ 9,9 bilhões, mantendo o posto de marca bancária mais valiosa da América Latina.
O setor de cervejas aparece em segundo lugar, puxado por Corona Extra e Modelo Especial. A Modelo Especial está na terceira posição geral, com avanço de 14% e valor de US$ 8 bilhões. A Brahma foi apontada pela consultoria como uma das marcas que mais cresceram, com alta de 65%.
As companhias aéreas tiveram o crescimento mais rápido entre os setores analisados, associado ao aumento do volume de passageiros e à expansão da capacidade da rede. Seguros foi o único grande setor a registrar recuo no valor combinado, em grande parte por mudanças na composição do ranking. Ainda assim, Everest Re, Porto e GNP tiveram crescimento.
Na Argentina, o valor conjunto das marcas ranqueadas subiu 14%, para US$ 9,7 bilhões. O mercado é liderado por Mercado Livre, quarta marca mais valiosa da América Latina, além de Globant, YPF e Banco Galicia.
Porto lidera em força de marca
A brasileira Porto ocupa a primeira posição em força de marca na América Latina em 2026, com índice Brand Strength Index (BSI) de 96,9/100 e rating AAA+. A empresa reúne operações de seguros, saúde, banco e serviços, atende mais de 18 milhões de clientes e tem as áreas de saúde, banco e serviços responsáveis por 44% do lucro total.
O Nubank aparece em segundo lugar, com BSI de 95,2/100 e rating AAA+. O banco digital encerrou 2025 com 131 milhões de clientes e é considerado a marca bancária mais forte da região. A Sadia ficou em terceiro, com BSI de 93,5/100 e rating AAA+. O documento relaciona a marca à criação da MBRF Global Foods, que opera em 117 países.
O BTG Pactual foi a marca que mais cresceu na região em 2026. O valor aumentou 103%, para US$ 957 milhões, e a instituição avançou 37 posições, da 92ª colocação (2025) para a 55ª. A avaliação considera desempenho financeiro, lucro líquido, receita de 2025, projeções de receitas e valor empresarial.
Entre as dez marcas mais valiosas, também aparecem MercadoLibre, com US$ 6,1 bilhões; Bodega Aurrera, com US$ 5,5 bilhões; Claro e Banco do Brasil, com US$ 5,0 bilhões cada; Bradesco, com US$ 4,7 bilhões; Telcel e Nubank, com US$ 4,2 bilhões cada.



