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Economia

Emprego formal cresce em agosto, mas tem segundo pior saldo desde 2020

Novo Caged registra 165.827 vagas com carteira assinada no mês, com serviços respondendo por cerca de dois terços do resultado.

Emprego formal cresce em agosto, mas tem segundo pior saldo desde 2020
Foto: Reprodução

O Brasil registrou saldo positivo de 165.827 empregos com carteira assinada em agosto, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com a divulgação do Novo Caged nesta terça-feira (29). O resultado veio de 2,295 milhões de contratações e 2,129 milhões de demissões e superou a projeção de 95,7 mil vagas.

O saldo foi maior que os registrados em julho (+55.915 vagas) e em agosto de 2025 (+154.683 postos). Ainda assim, agosto teve o segundo menor resultado para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020. Naquele ano, foram criadas +214.631 vagas. Os saldos seguintes foram de +387.837, em 2021; +288.898, em 2022; +219.916, em 2023; +239.377, em 2024; e +154.683, em 2025.

De janeiro a agosto, o país acumulou 1,134 milhão de empregos formais, com crescimento de 2,41%. O total ficou abaixo dos 1,517 milhão de postos gerados no mesmo período de 2025. No intervalo de 12 meses encerrado em agosto, foram abertas 887.708 vagas com carteira assinada.

O salário médio dos contratados em agosto foi de R$ 2.410,74. Em relação a julho, houve queda de 0,03%; na comparação com agosto de 2025, o aumento real foi de 1,02%, já descontada a inflação.

Serviços lideram a abertura de vagas

Os cinco grandes setores da economia tiveram mais contratações que demissões no mês. Serviços liderou o resultado, com +110.346 vagas, cerca de dois terços do total. Depois vieram construção (+20.848), indústria (+16.613), comércio (+16.565) e agropecuária (+1.452).

Dentro de serviços, educação abriu 25.416 vagas; saúde e serviços sociais, 19.142; e transporte, armazenagem e correio, 16.819. Na indústria, destacaram-se fabricação de alimentos (+10.171), veículos (+3.311) e derivados de petróleo e biocombustíveis (+2.845).

A construção teve os maiores saldos em serviços especializados (+8.415), obras de infraestrutura (+7.396) e construção de edifícios (+5.037). No comércio, o varejo abriu +10.155 vagas. Na agropecuária, o cultivo de cana-de-açúcar registrou +3.408.

A criação de empregos ocorreu em 24 das 27 unidades da Federação. São Paulo liderou em números absolutos, com +42.533 vagas, seguido por Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287) foram os únicos estados com saldo negativo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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