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Economia

Ibovespa cai 0,86% com petróleo mais caro e pressão externa

Índice terminou o pregão aos 185 814,09 pontos, enquanto investidores avaliaram dados dos EUA e o cenário eleitoral brasileiro.

Ibovespa cai 0,86% com petróleo mais caro e pressão externa

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (23) em queda de 0,86%, aos 185 814,09 pontos, depois de atingir a mínima de 185.676,38 pontos durante a tarde. Na parte final do pregão, o índice acelerou as perdas em meio à retomada da cautela nos mercados, influenciada pela alta do petróleo, por indicadores econômicos dos Estados Unidos e pelas expectativas em torno das eleições.

O giro financeiro da sessão foi de R$ 20 bilhões. Mesmo com o recuo, o principal índice da B3 ainda acumula alta de 4,73% no mês.

O petróleo Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 2,84% e terminou cotado a US$ 98,12 o barril. A valorização impulsionou as ações da Petrobras, que subiram quase 3% no dia. As negociações entre EUA e Irã sobre o fim da guerra no Oriente Médio eram aguardadas pelos investidores, mas a ausência de novos avanços reacendeu preocupações com possíveis pressões inflacionárias globais.

“A base para a queda do preço do petróleo estava sustentada por expectativas frágeis de um próximo acordo entre EUA e Irã, que não se confirmou”, afirmou Pedro Galdi, analista de investimentos da AGF Investimentos.

Também contribuíram para o ambiente negativo os índices dos gerentes de compras, conhecidos como PMIs, dos setores de serviços e indústria dos EUA. Os indicadores vieram acima do esperado e alcançaram os níveis mais altos desde 2022. A leitura reforçou as apostas em juros mais elevados no país e provocou alta dos Treasuries.

“Hoje o mercado está mais pressionado pelo ambiente externo, com a alta dos Treasuries após dados fortes da economia americana, elevando as apostas em juros mais altos nos EUA”, disse Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam a pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostrou o presidente Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, ainda em empate técnico. Para Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o resultado aumentou a cobrança por um prêmio maior, em razão das preocupações com a trajetória da dívida e com a falta de um sinal claro de compromisso com as contas públicas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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