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Economia

Ibovespa fecha em queda com pressão externa e cautela sobre eleição

Bolsa recuou 0,99%, enquanto alta do petróleo elevou preocupações com inflação, juros e cenário político-eleitoral no Brasil.

Ibovespa fecha em queda com pressão externa e cautela sobre eleição

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, após renovar a mínima durante a tarde, em meio à piora do ambiente internacional para ativos de risco, especialmente nos mercados emergentes. O índice chegou a 183.834,97 pontos, e o giro financeiro foi de R$ 19 bilhões.

A alta do petróleo voltou a alimentar preocupações com a inflação e com a possibilidade de juros mais elevados. O Brent avançou para US$ 106,60 o barril, uma alta de +3,41%. Embora esse movimento normalmente favoreça a Petrobras, as ações da companhia recuaram, sinalizando, na avaliação de Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, o receio de que a política monetária brasileira precise se ajustar ao cenário externo.

As bolsas dos Estados Unidos tiveram um pregão melhor, mas os mercados emergentes terminaram no vermelho. O EEM, maior fundo negociado em bolsa ligado a esses mercados, caiu 0,70% em Nova York. Ao mesmo tempo, o rendimento dos títulos do Tesouro americano subiu com força, e o papel de 10 anos chegou a tocar 5,20%.

Eleição entra no radar dos investidores

Além do ambiente internacional, a cautela dos investidores foi associada ao noticiário político-eleitoral. Gonçalves afirmou que o mercado pode ter reagido às informações envolvendo o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

O caso envolve a viagem de Flávio Bolsonaro da Flórida a Brasília, em 2025, em um avião que tinha o ex-banqueiro Daniel Vorcaro entre os cotistas. As informações foram avaliadas como negativas para a imagem do senador e podem afetar sua popularidade na disputa eleitoral.

Pesquisas recentes de diferentes casas mostram o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados. Os investidores acompanham a possibilidade de uma chapa de direita ganhar força e esperam que isso indique maior compromisso com uma agenda fiscal mais dura.

Para Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, a combinação entre o cenário externo, as dificuldades políticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa sobre as pesquisas aumentou a incerteza. Ele disse que o Federal Reserve pode adotar uma política contracionista, com elevação dos juros, afetando investidores estrangeiros e pressionando a Bolsa.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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