A notícia e o que está por trás
Economia

Indústria brasileira recua em agosto e reduz planos de investimento

Sondagem da CNI aponta queda da produção, do emprego e das expectativas para exportações e contratações.

Indústria brasileira recua em agosto e reduz planos de investimento
Foto: Agência Brasil

A produção industrial brasileira recuou em agosto e registrou o pior resultado para o mês desde 2015, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa também identificou redução do emprego nas fábricas, menor utilização da capacidade instalada e queda na disposição dos empresários para investir.

O indicador de evolução da produção passou de 51 pontos em julho para 46,3 pontos em agosto, uma retração de 4,7 pontos. Na escala utilizada pela sondagem, resultados abaixo de 50 apontam queda em relação ao mês anterior; acima desse nível, indicam crescimento.

O resultado de agosto ficou abaixo dos 42,7 pontos registrados em 2015, durante a crise econômica. A CNI destacou que a produção industrial costuma avançar de julho para agosto, mas houve recuo nesse intervalo em 2025 e 2026, algo que não havia ocorrido nos nove anos anteriores.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, relacionou o desempenho à perda de dinamismo observada desde o início do ano, à redução da demanda por produtos industriais e à cautela maior entre os empresários. “Desde o início do ano a demanda por bens industriais vem caindo”, afirmou.

Capacidade instalada e emprego

A utilização média da capacidade instalada caiu para 69% em agosto, ante 70% em julho. O resultado também ficou abaixo da média histórica de 71% para os meses de agosto.

O indicador de evolução do número de trabalhadores recuou de 48,6 pontos em julho para 48,2 pontos em agosto. Como permaneceu abaixo de 50 pontos, o índice apontou redução do emprego nas empresas consultadas.

Investimentos e expectativas

A intenção de investimento diminuiu pelo quarto mês consecutivo. O indicador passou de 52,6 pontos em agosto para 51,3 pontos em setembro, o menor nível desde agosto de 2020, quando estava em 51 pontos. O resultado também ficou abaixo da média histórica de 52,6 pontos.

Nesse indicador, a CNI não usa 50 pontos como limite entre aumento e queda: pontuações mais altas representam maior disposição para investir. Para Azevedo, a retração reflete a diminuição da demanda e um ambiente de incertezas domésticas e externas. Ele também citou a proximidade das eleições como fator de cautela nas expectativas empresariais.

As quatro medidas de expectativa para os seis meses seguintes recuaram em setembro. Os empresários ainda projetaram aumento da demanda e das compras de matérias-primas, mas em ritmo menor. O indicador de demanda caiu de 52,6 para 51,2 pontos, enquanto o de compras de matérias-primas passou de 51,2 para 50,4 pontos.

As perspectivas para exportações e emprego permaneceram negativas, com 48,9 e 49,2 pontos, respectivamente. Abaixo de 50, esses resultados não indicam crescimento.

A Sondagem Industrial ouviu 1.403 empresas entre 1º e 11 de setembro. Participaram 587 pequenas, 487 médias e 329 grandes indústrias.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.