A notícia e o que está por trás
Economia

Japão reforça alinhamento com EUA para estabilizar mercado cambial

Satsuki Katayama disse que os dois países ampliarão a cooperação diante da volatilidade do iene e das pressões sobre a moeda japonesa.

Japão reforça alinhamento com EUA para estabilizar mercado cambial

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou nesta terça-feira (29) que o país mantém coordenação estreita com os Estados Unidos para preservar a estabilidade do mercado cambial. A declaração ocorre em meio às oscilações do iene, associadas às expectativas sobre a política monetária dos dois países.

Em entrevista coletiva, Katayama classificou a subvalorização da moeda japonesa como um problema e reafirmou o compromisso do governo com o funcionamento ordenado do câmbio. "De modo geral, vemos a subvalorização do iene como problemática", disse a ministra.

Ela também relatou uma conversa recente com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Os dois teriam concordado em ampliar a cooperação no mercado cambial. Para Katayama, reafirmar esse alinhamento neste momento tem grande importância.

Pressões sobre o iene

Nas últimas semanas, o iene oscilou diante do aumento das apostas de que o Banco do Japão poderá acelerar a elevação dos juros para enfrentar a inflação persistente. O diferencial de juros em relação aos Estados Unidos também continua pressionando a moeda.

Outro fator de preocupação é a política fiscal expansionista da primeira-ministra Sanae Takaichi, que tem contribuído para elevar os rendimentos dos títulos públicos japoneses. Katayama afirmou que Takaichi não é "reflacionista", em uma tentativa de reduzir a inquietação do mercado sobre as contas públicas.

No momento da entrevista coletiva, o rendimento do título do governo japonês de 10 anos estava em 3,085%, perto de uma máxima de 30 anos. Katayama disse que o governo mantém uma comunicação cuidadosa com os participantes do mercado, com alto senso de urgência. Segundo ela, a prioridade é assegurar uma gestão adequada da dívida pública sem interromper esse diálogo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.