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Economia

Leilões de infraestrutura de dezembro podem movimentar mais de R$ 47 bilhões

Rodovias, ferrovias, aeroportos e baterias concentram ao menos oito disputas no último mês de 2026.

Leilões de infraestrutura de dezembro podem movimentar mais de R$ 47 bilhões

O mercado brasileiro de infraestrutura terá uma sequência de leilões em dezembro, com disputas por rodovias, ferrovias, aeroportos e projetos de armazenamento de energia em baterias. Os investimentos potencialmente envolvidos podem superar R$ 47 bilhões, sem incluir o Corredor Minas-Rio, que ainda não tem valor de investimento definido.

A estimativa reúne R$ 24,8 bilhões em investimentos de capital nas três concessões rodoviárias previstas para dezembro, cerca de R$ 2,2 bilhões nos projetos aeroportuários e nos terminais ferroviários e aproximadamente R$ 20 bilhões associados aos certames de baterias. O calendário inclui ao menos oito leilões.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo federal não vê risco de a concentração das disputas reduzir o interesse das empresas. “O que vai definir a participação dos interessados é a conta feita sobre cada ativo”, disse.

Rodovias e ferrovias

As rodovias representam a maior parcela dos investimentos já quantificados. A Rota do Pequi, formada pelos trechos BR-060/153/DF/GO, será leiloada em 11 de dezembro. A Rota Agro Central, que reúne as BR-070/174/364/MT/RO, terá disputa no dia 17, e a Rota 2 de Julho, nas BR-116/324/BA, no dia 18. Antes disso, em 12 de novembro, ocorrerá o leilão do Arco Norte.

Rogério Yamashita, responsável pela área de infraestrutura em project finance do Itaú BBA, avalia que a nova rodada deve favorecer empresas com conhecimento das regiões envolvidas. A Nova Infra Invest, braço de infraestrutura da Novonor, antiga Odebrecht, confirmou que avalia disputar a Rota 2 de Julho em consórcio. A empresa já participa, com a Mota-Engil e a Galapagos Capital, do grupo que venceu a Rota dos Sertões, entre Bahia e Pernambuco, em maio.

O Corredor Minas-Rio é o primeiro projeto ferroviário desse tipo em cinco anos e vem sendo estudado por cerca de quatro empresas, entre elas CSN e MRS. O trecho liga a unidade de cimento da CSN em Arcos à Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda. A companhia afirmou que avalia todas as alternativas, mas ainda não tomou uma decisão.

Em 3 de dezembro, também está prevista a concessão de cinco terminais integrados à Ferrovia Norte-Sul: quatro em Porto Nacional e um em Palmeirante, no Tocantins. Ronei Glanzmann, CEO da MoveInfra, afirmou que o volume de recursos necessário limita o número de investidores. Segundo ele, cada quilômetro de uma nova ferrovia custa, em média, cerca de R$ 30 milhões no Brasil.

Aeroportos e armazenamento de energia

A repactuação do Aeroporto Internacional de Brasília está marcada para 17 de dezembro. O projeto prevê cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos no aeroporto e inclui outros dez terminais regionais, com aportes inicialmente estimados em cerca de R$ 858 milhões.

A Corporación América Airports, controladora da Inframerica, informou que pretendia participar da repactuação. Se não houver propostas, a concessão modificada será automaticamente concedida à Inframerica. Aena, Zurich Airport e Grupo Aeroportuario del Sureste também aparecem entre os grupos que podem avaliar a disputa. As empresas disseram acompanhar oportunidades no setor brasileiro, mas não confirmaram participação nesse processo específico.

As primeiras disputas para projetos de armazenamento de energia estão previstas para 2 e 4 de dezembro. Elas podem mobilizar até R$ 20 bilhões. Entre as empresas que vinham avaliando os leilões estão Axia, ISA Energia, Auren, Eneva, WEG, Newave Energia, Petrobras, Matrix, Taesa e Delta Energia, além de Tesla e BYD.

Jairo Terra, da PSR, espera a participação de empresas de geração renovável interessadas em instalar baterias junto a parques existentes. Fernando Machado, do Scotiabank Brasil, avalia que a primeira etapa, voltada a projetos que atendem às exigências de conteúdo local, pode absorver praticamente toda a contratação.

Financiamento dos projetos

As condições de financiamento serão parte da avaliação dos interessados. Samy Podlubny, do UBS BB, afirma que há recursos para projetos de infraestrutura considerados bons, mas que o custo do capital pode influenciar o valor oferecido pelos ativos. Os financiamentos, segundo ele, são estruturados em etapas, de acordo com o avanço dos investimentos nas concessões.

Para Yamashita, do Itaú BBA, o prazo da dívida tem peso semelhante ao custo do financiamento. A avaliação considera necessário um prazo alongado e um perfil de dívida compatível com os investimentos previstos ao longo dos contratos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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