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Economia

Pix pode ser conectado a sistema europeu de pagamentos instantâneos

Banco Central e Banco Central Europeu avaliam aspectos técnicos, jurídicos e operacionais de uma possível conexão entre Pix e TIPS.

Pix pode ser conectado a sistema europeu de pagamentos instantâneos
Foto: Divulgação/Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciaram nesta quinta-feira (24) uma etapa de avaliação para conectar o Pix ao Target Instant Payment Settlement (TIPS), sistema europeu de pagamentos instantâneos. As instituições analisam as condições técnicas, operacionais, jurídicas e comerciais necessárias para interligar as duas infraestruturas públicas.

O TIPS opera atualmente com euro e coroas dinamarquesa e sueca, mas há planos de expansão para outras unidades de valor monetário na Europa. Além do Pix, autoridades do Eurosistema avaliam conexões com a Nexus, rede multilateral de alcance internacional, e com sistemas de pagamentos instantâneos da Índia e da Suíça.

O BC afirma que os fluxos financeiros entre Brasil e Europa tornam a possível conexão relevante para acelerar pagamentos transfronteiriços, reduzir custos e melhorar a eficiência das operações. A integração também poderia permitir remessas internacionais e compras com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.

Como funcionam os pagamentos internacionais hoje

O Pix é administrado pelo BC e, atualmente, funciona apenas dentro das fronteiras brasileiras. Embora estabelecimentos no exterior anunciem a possibilidade de receber pagamentos pela ferramenta, as operações disponíveis dependem de acordos entre empresas privadas brasileiras e instituições financeiras ou empresas de pagamento estrangeiras.

Essa modalidade privada já foi implementada em Argentina, Chile, Estados Unidos, França e Portugal. Nesses casos, quando um brasileiro usa o Pix para comprar um produto ou serviço no exterior, o dinheiro não percorre a operação internacional pela infraestrutura do sistema instantâneo do BC.

O pagamento é feito em reais e enviado imediatamente a uma instituição no Brasil. Depois, a empresa remete os recursos ao exterior por canais tradicionais de câmbio e remessa, até que o comerciante receba o valor na moeda de seu país.

Uma eventual conexão entre o Pix e sistemas internacionais mudaria esse fluxo ao aproximar diretamente as infraestruturas de pagamentos instantâneos. Se for implementada, uma compra no exterior ou uma remessa poderá ser liquidada em moeda local em poucos segundos.

O BC já havia mencionado possibilidades de integração internacional no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado em agosto. A autoridade também afirma que a conexão pode tornar mais claros o câmbio aplicado, as tarifas cobradas e o caminho percorrido pelo dinheiro entre os países, além de ampliar a transparência das transações.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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