O reajuste do Bolsa Família não muda o limite de renda exigido para que uma família possa ingressar no programa. O critério continua sendo uma renda mensal de até R$ 218 por pessoa, conforme técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A atualização anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva eleva o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O aumento é de 15,04%, mas não se aplica à regra usada para definir quem pode ter acesso ao programa.
Cálculo da renda
Para chegar à renda per capita, soma-se o que todos os integrantes da família recebem por mês e divide-se o resultado pelo número de pessoas do grupo. O valor obtido precisa estar dentro do limite estabelecido para a entrada no Bolsa Família.
A família também deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico). O registro, porém, não garante a inclusão imediata: a entrada depende da disponibilidade orçamentária do programa e do limite de recursos destinado a novas famílias.
Exigências adicionais
Além do critério financeiro, o acesso envolve compromissos nas áreas de educação e saúde. Entre as exigências estão a matrícula de filhos em idade escolar e a apresentação de comprovante de vacinação.
Assim, o reajuste no valor pago pelo programa e a regra de elegibilidade permanecem separados. O primeiro benefício será ampliado em outubro, enquanto a renda máxima por integrante para ingresso continuará em R$ 218 mensais.



