JUNDIAÍ — Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, propôs a criação de uma agência anti-facção durante agenda de campanha no interior do estado. A declaração ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público realizaram uma operação para investigar a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista.
Haddad afirmou estar preocupado com o avanço da corrupção em órgãos estaduais e municipais. Ele citou contratos e processos sob questionamento na Prefeitura de São Paulo, incluindo o serviço de Wi-Fi, a privatização do serviço funerário e a concessão de linhas de ônibus.
“Há muito tempo eu estou preocupado com o nível de corrupção que está avançando em órgãos estaduais e municipais importantes”, disse o candidato durante a agenda em Jundiaí. Na avaliação apresentada por Haddad, os casos precisam ser esclarecidos e as investigações devem verificar se existe uma articulação política por trás dos esquemas mencionados.
Operação investiga transporte público
A operação teve como alvos pessoas relacionadas à investigação sobre a concessão do transporte público urbano. Foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão.
Entre os investigados estão Milton Leite, ex-vereador pelo União, apontado como aliado do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, e de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, candidato à reeleição. Também é alvo Danilo Morgado, do PL, candidato a deputado estadual pelo partido de Jair Bolsonaro.
Haddad afirmou que pretende reunir a Polícia Federal e a Receita Federal na atuação da agência proposta. “Nós vamos montar a agência anti-facção e vamos surpreender o crime organizado”, declarou.
Além de Jundiaí, o candidato esteve em Francisco Morato e Franco da Rocha para atividades de campanha.



