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Economia

Revolut admite presença simultânea nos mercados acionários dos EUA e do Reino Unido

Fundador prioriza os Estados Unidos, mas passou a considerar uma listagem em Londres; IPO não deve ocorrer antes de 2028.

A Revolut passou a considerar uma abertura de capital simultânea em Nova York e Londres, embora os Estados Unidos continuem sendo a primeira opção da fintech. A possibilidade foi apresentada pelo fundador, Nikolay Storonsky, em 17 de setembro, e representa uma mudança em relação às críticas que ele vinha fazendo ao mercado acionário britânico.

Preferência pelo mercado americano

Storonsky avalia que os Estados Unidos oferecem mais liquidez e concentram uma base maior de investidores. Ele mencionou a presença de investidores institucionais, fundos hedge, gestores de fundos e investidores individuais como fatores que pesam na escolha.

“É um mercado maior. Inclui investidores institucionais, fundos hedge, gestores de fundos e um número considerável de investidores individuais”, afirmou o fundador.

Mesmo com a preferência pelo mercado americano, Storonsky passou a defender que a empresa também mantenha presença no mercado financeiro do Reino Unido. Esta foi a primeira vez que ele disse que a Revolut considera uma listagem dupla.

A avaliação mais recente da empresa chegou a US$ 115 bilhões em uma venda de ações secundárias. Caso a Revolut seja listada em Londres com esse valor, ficaria entre as maiores companhias abertas do Reino Unido. Suas ações valeriam mais do que as de empresas tradicionais da FTSE, como Barclays, BP e GSK.

Críticas à Bolsa de Londres

A mudança ocorre depois de declarações públicas em que o fundador questionou a capacidade de Londres de competir com os mercados americanos. Em 2024, Storonsky afirmou que a Bolsa de Valores de Londres “não pode competir” e era “muito pior” do que as concorrentes dos Estados Unidos. Também criticou a carga de impostos que investidores teriam de pagar para negociar ações na cidade.

O empresário ainda reclamou da burocracia dos órgãos reguladores britânicos. A Revolut levou anos para obter a licença bancária completa no Reino Unido e teve de apresentar informações sobre controle e funções de risco.

Ministros britânicos vêm tentando convencer Storonsky a escolher Londres para a listagem, em um momento em que o Reino Unido enfrenta dificuldades para atrair novas empresas relevantes ao mercado acionário local.

Expansão nos Estados Unidos

A decisão sobre o IPO deverá ocorrer mais adiante. Storonsky mantém a previsão de que a oferta pública inicial, seja nos Estados Unidos ou no Reino Unido, não aconteça antes de 2028.

No início de setembro, a Revolut recebeu aprovação preliminar do Escritório do Controle da Moeda dos Estados Unidos, o OCC, para uma licença bancária. A empresa ainda aguarda as autorizações do Federal Deposit Insurance Corporation, o FDIC, e do Federal Reserve.

Nos Estados Unidos, o banco terá sede em Stamford, Connecticut, e deverá receber US$ 95 milhões em investimentos. A operação oferecerá contas correntes, empréstimos, cartões de crédito e serviços de câmbio, além de prever o lançamento de uma stablecoin.

A previsão é iniciar as atividades no primeiro semestre de 2027, com cerca de 160 funcionários. A companhia pretende oferecer serviços em múltiplas moedas, apoiada em suas operações na Europa e na América Latina.

Fundada em 2015, a Revolut tem 80 milhões de clientes em cerca de 30 países. A empresa obteve uma licença bancária na França no mês passado, enquanto a autorização para operar como banco no Reino Unido foi concedida em março.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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