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Economia

Desempenho da SPX recua enquanto Rogério Xavier volta a publicar análises

Gestor retomou textos sobre o investidor marginal, o financiamento da dívida e os efeitos da política fiscal no Brasil.

Desempenho da SPX recua enquanto Rogério Xavier volta a publicar análises

A SPX Capital administra atualmente R$ 48 bilhões, uma redução de cerca de R$ 6,7 bilhões em relação aos R$ 54,7 bilhões registrados em maio deste ano, quando a gestora iniciou uma reorganização. O movimento ocorre após uma queda de desempenho nos fundos e em meio ao retorno de Rogério Xavier à publicação de análises sobre o mercado financeiro.

Os principais fundos da gestora ficaram abaixo do CDI em 2025 e seguem nessa direção no ano atual. O Raptor acumula rentabilidade de 0,25%, enquanto o Nimitz registra 4,15%, diante de um CDI de 9,33% no período.

A reorganização incluiu a criação do cargo de chief investment officer (CIO), assumido por Bruno Pandolfi, um dos fundadores da casa. Também houve redução do risco e da equipe do book administrado por Xavier, que vinha crescendo, mas apresentava baixa performance. Em entrevista publicada em junho deste ano, o gestor reconheceu ter parte da responsabilidade pelos retornos menores da gestora.

A disputa pelo capital

Em uma nova página no Substack, Xavier voltou a discutir as condições do mercado financeiro. A tese central de seus primeiros textos é que o cenário global passou a ser marcado por uma disputa maior pelos recursos disponíveis. Nesse ambiente, o custo do financiamento depende da remuneração exigida pelo investidor marginal, aquele que influencia os preços na margem.

O gestor relaciona essa questão ao elevado estoque de dívida, aos déficits fiscais estruturalmente altos, ao aumento das necessidades de refinanciamento e à dependência contínua dos governos em relação ao mercado. Para Xavier, é preciso observar não apenas o volume de títulos já emitidos, mas também quem estará disposto a comprar os próximos papéis. “O investidor marginal está se tornando uma das variáveis mais importantes na macroeconomia global”, afirma.

Na análise seguinte, ele aplica o raciocínio ao mercado dos Estados Unidos. O custo de financiamento do país pode aumentar caso a demanda por Treasuries passe a depender mais de investidores privados sensíveis ao preço, em vez de compradores estruturais, como os bancos centrais.

Xavier afirma que o problema não se limita aos Estados Unidos e diz que pretende examinar, em uma próxima publicação, como o comportamento do investidor marginal se relaciona à trajetória fiscal do Brasil e interfere no preço, no prazo e nas condições de financiamento da dívida do país.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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