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Economia

Uruguai autoriza Brasil a usar excedente de cota de carne para a China

Lula disse que acordo com Yamandú Orsi pode ampliar os embarques brasileiros, mas a indústria prevê efeito limitado em 2026.

Uruguai autoriza Brasil a usar excedente de cota de carne para a China

O Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte do excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China, afirmou nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida ocorre depois que frigoríficos brasileiros esgotaram o limite de embarques destinado ao mercado chinês neste ano.

Lula se reuniu com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, em Nova York, durante os compromissos relacionados à Assembleia Geral da ONU, prevista para esta terça-feira. Em publicação no X, o presidente brasileiro disse ter agradecido pela autorização e afirmou que os dois governos trataram de infraestrutura e comércio agrícola.

Limites para a carne brasileira

A China impôs cotas de importação de carne bovina no início de 2026, como medida de proteção a agricultores e produtores domésticos. O Brasil, maior exportador mundial do produto, já utilizou as 1,1 milhão de toneladas previstas em sua cota. As compras que ultrapassarem esse volume estão sujeitas a uma tarifa de 55%.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) considerou positiva a negociação para obter novas cotas, mas avaliou que seu impacto sobre os embarques deste ano será restrito. De acordo com a entidade, ainda seria necessário negociar, embarcar e transportar a mercadoria até a China.

As exportações enviadas a partir de novembro já deverão considerar as cotas de 2027, porque os navios levam de dois a três meses para chegar ao destino. Por isso, a associação afirmou que o excedente uruguaio teria maior relevância no próximo ano.

Para 2027, a cota brasileira será de 1,128 milhão de toneladas. A ABIEC disse que a autorização uruguaia pode se tornar uma alternativa importante diante do risco de esse limite ser esgotado nos primeiros meses do ano, caso o ritmo atual de vendas continue.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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