O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) de censura e perseguição política. As declarações foram feitas em uma live na noite desta quinta-feira (1º), depois que ele desistiu de participar do debate na TV Globo.
Flávio criticou a decisão da ministra do TSE Estela Aranha, que atendeu a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais. A determinação impediu que a emissora exibisse de forma destacada a cadeira vazia identificada com o nome de um candidato ausente e que dirigisse perguntas a quem não comparecesse ao encontro.
A ministra considerou que a participação em debates não é obrigatória por lei. Mesmo quando o candidato aceita previamente as regras, a ausência não poderia resultar em medidas destinadas a pressioná-lo a comparecer. Flávio afirmou que Estela Aranha seria “amiga do Lula” e associou a decisão à atuação de ministros indicados por Lula.
O candidato também atacou o ministro Gilmar Mendes, do STF. Ele citou a determinação para que Renan Santos (Missão) participasse do debate após a desistência de Lula, conforme as regras propostas pela própria TV Globo. Flávio classificou o procedimento como uma fraude e afirmou que ministros estariam sendo escolhidos para decidir em favor de Lula.
Críticas ao Judiciário e pedido de voto
Durante a transmissão, Flávio defendeu a retirada do STF dos ministros que chamou de “amigos do Lula”. Também pediu uma oportunidade para indicar integrantes da Suprema Corte e afirmou que eles deveriam ser “decentes”. Aliados do candidato participaram da live e repetiram as críticas ao Judiciário.
O senador ainda pediu que os eleitores abandonassem as candidaturas de direita de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A orientação foi pelo chamado voto útil, com a defesa de uma vitória de Flávio no primeiro turno.
“Somente Flávio Bolsonaro tem condições de vencer o Lula já no primeiro turno”, afirmou. Ele também disse que a eleição deveria receber um voto único e associou sua candidatura à possibilidade de o Brasil voltar a ter democracia.


