DIOURA — Um ataque do JNIM (Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos), ligado à Al Qaeda, matou mais de 100 soldados das Forças Armadas do Mali. A ofensiva começou em 10 de setembro, na cidade de Dioura, na região central do país, e durou mais de uma semana.
As estimativas sobre o número de mortos divergem. Uma fonte diplomática fala em 120 militares mortos, enquanto uma fonte da área de segurança calcula 130, além de 100 reféns. O exército malinês confirmou baixas, mas não informou um total. Em comunicado divulgado no sábado, afirmou que perdas significativas foram impostas aos agressores.
O JNIM assumiu a autoria do ataque na semana passada e alegou ter matado 150 soldados. O grupo busca derrubar o governo de Assimi Goïta, presidente desde 2021. Goïta chegou ao poder um ano depois do golpe de Estado liderado por militares que retirou Boubacar Keïta da presidência.
Ofensiva em outras cidades
Desde a semana passada, o JNIM também realiza ataques contra o aeroporto de Sévaré, na região central do Mali. O local abriga aeronaves militares e drones. Nesta segunda-feira (21), os bombardeios completaram seis dias consecutivos.
Moradores relataram ainda que o grupo cercou um acampamento militar em Konna. O JNIM afirma ter matado 33 integrantes das forças pró-governo nas duas frentes de combate.
Em abril, o grupo jihadista passou a atuar junto com o FLA (Frente de Libertação de Azawad), que defende a independência de Azawad, no norte do Mali. Embora tenham objetivos diferentes, as duas organizações combatem o governo malinês, que recebe ajuda do grupo paramilitar russo Africa Corps.


