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Política

TPLF declara guerra total ao governo da Etiópia após novos combates

Rebeldes tomaram três aeroportos em Tigré, enquanto o Exército afirma ter matado 272 insurgentes em confrontos na região de Amhara.

TPLF declara guerra total ao governo da Etiópia após novos combates

Rebeldes da região de Tigré, no norte da Etiópia, declararam estar em guerra total contra o governo federal. A retomada dos combates envolve também as províncias vizinhas de Afar e Amhara, onde foram relatados ataques de artilharia e deslocamentos de moradores.

A Frente de Libertação Popular de Tigré (TPLF) anunciou no domingo que passou a integrar uma aliança formada por sete grupos armados contrários ao governo de Adis Abeba. O objetivo declarado pelos grupos é derrubar o governo federal e tomar a capital etíope.

A TPLF governou por longo período a Etiópia e, de fato, dirige Tigré. O vice-presidente da organização, Amanuel Assefa, afirmou que há combates em todos os lados e declarou: “Agora nos encontramos em uma situação de guerra total”. Segundo ele, integrantes de grupos armados de Tigré estão lutando ao lado de forças de Afar e Amhara.

Confrontos e números divergentes

Na quarta-feira, os rebeldes assumiram o controle de três aeroportos em Tigré e lançaram ataques contra Afar e Amhara. O Exército etíope informou que matou 272 rebeldes envolvidos na ofensiva contra Amhara e que outros 260 insurgentes ficaram feridos.

Não foi possível verificar de forma independente o balanço apresentado pelas Forças Armadas. Até o momento, também não havia relatos de baixas entre as forças federais ou de mortes entre civis. Uma fonte humanitária relatou disparos de armas pesadas nos arredores de Yalo, em Afar, a quase 40 quilômetros de Tigré, além da existência de feridos e pessoas deslocadas.

Em Mekelle, capital de Tigré, moradores demonstraram temor de que a violência volte a produzir mortes em grande escala. A região ainda convive com os efeitos da guerra civil travada entre 2020 e 2022, conflito que matou quase 600.000 pessoas, segundo estimativas da União Africana.

A retomada das hostilidades ocorre menos de quatro anos depois da assinatura de um acordo de paz em Pretória. Nos últimos meses, confrontos esporádicos, a concentração de tropas federais na fronteira com Tigré e dezenas de ataques com drones desde agosto aumentaram o receio de uma nova guerra.

Aliança contra Adis Abeba

Além da TPLF, a nova aliança reúne as milícias amhara Fano e o Exército de Libertação Oromo (OLA), entre outros grupos de diferentes regiões da Etiópia. Também foram registrados combates nos arredores de Waldiya, cidade estratégica de Amhara localizada a 330 km da capital.

O especialista Kjetil Tronvoll afirmou que a tomada de Adis Abeba é o objetivo dos grupos, embora ainda não sejam conhecidas as manobras planejadas para alcançar a cidade. A formação da aliança amplia o risco de que o conflito se espalhe pela região.

A União Africana e a União Europeia pediram, na quarta-feira, uma desescalada imediata por parte de todos os envolvidos. No mesmo dia, diante da Assembleia Geral da ONU, o presidente etíope, Taye Atske Selassie, elogiou a moderação de seu lado e denunciou interferências de elementos hostis nos assuntos internos do país.

A Eritreia é apontada como apoiadora dos rebeldes de Tigré. O país teme que a Etiópia, que não tem saída para o mar, planeje invadir seu território para obter acesso ao Mar Vermelho. Questionado sobre um eventual pedido de entrada da Eritreia no conflito, Assefa respondeu: “Ainda não”.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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