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Ataques russos atingem energia de Kiev e elevam tensão com a Otan

Ofensiva matou cinco pessoas, incluindo uma criança, enquanto Moscou ameaçou usar armas nucleares em caso de isolamento de Kaliningrado.

Ataques russos atingem energia de Kiev e elevam tensão com a Otan
Foto: Gleb Garanich/Reuters

A infraestrutura de energia de Kiev e de áreas próximas foi atingida por drones e mísseis russos na madrugada desta quarta-feira (30). O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que cinco pessoas morreram, entre elas uma criança.

O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, determinou que as autoridades locais verifiquem a disponibilidade de sistemas de energia de reserva em instalações consideradas críticas. Também ordenou que a instalação e a conexão desses equipamentos sejam concluídas o mais rapidamente possível.

Koretskyi afirmou que ataques contra a infraestrutura energética têm ocorrido com frequência desde o verão, mas que não havia registro de uma ofensiva combinada dessa dimensão desde o fim da última temporada de aquecimento. Esse período corresponde ao outono e ao inverno, quando a Ucrânia mantém ligados os sistemas usados para aquecer hospitais, escolas e residências.

No ano passado, cidades ucranianas ficaram sem luz e sem aquecimento por dias ou semanas. O governo tenta preparar a estrutura energética para novos ataques durante o inverno. Zelensky também disse que a Ucrânia recebeu, nos últimos dias, novos pacotes de apoio para sua defesa aérea.

O Kremlin declarou que a ofensiva atingiu um centro de dados em Kiev que presta suporte às Forças Armadas da Ucrânia, usinas de energia na região da capital, um complexo industrial perto de Odessa e a infraestrutura portuária de Izmail. Os ataques ocorreram depois de semanas de incursões quase contínuas de drones a jato, que, segundo a descrição apresentada, têm sido difíceis de derrubar.

Ameaça relacionada a Kaliningrado

Além da ofensiva, a Rússia enviou à Otan um documento informal com uma advertência sobre o uso de armas nucleares. Moscou afirmou que recorreria a todo o arsenal disponível, inclusive nuclear, se os países da aliança tentassem isolar Kaliningrado, território russo situado entre Polônia, Lituânia e o Mar Báltico.

O documento, classificado como “non-paper”, não tem caráter oficial. Nele, o governo russo acusou países da Europa ocidental de seguir um caminho que poderia levar a um conflito armado direto e mencionou a possibilidade de ataques contra centros de decisão em países da Otan logo no início de uma guerra.

A porta-voz da Otan, Allison Hart, confirmou o recebimento do texto e disse que a aliança respondeu destacando seu caráter defensivo. “Condenamos veementemente a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável”, afirmou.

Uma autoridade europeia de alto escalão disse estar preocupada e classificou a ameaça como a primeira desse tipo feita pela Rússia desde a Guerra Fria. Um diplomata da Otan afirmou que a carta busca intimidar os europeus e que a resposta da aliança reafirma o apoio à Ucrânia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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