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Rússia ameaça resposta nuclear em caso de bloqueio a Kaliningrado

Embaixadas russas acusam Otan de ampliar atividades militares e alertam para reação caso a região seja isolada.

Rússia ameaça resposta nuclear em caso de bloqueio a Kaliningrado

O governo russo afirmou que poderá recorrer a todo o seu arsenal, incluindo armas nucleares, se países da Otan tentarem isolar Kaliningrado do restante do território russo. O alerta foi divulgado por embaixadas russas na Europa e reiterado por Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, nesta quarta-feira (30).

A Embaixada da Rússia na Irlanda declarou na última terça-feira (30) que Moscou estaria preparada para defender a região caso a aliança militar promovesse um bloqueio aéreo ou marítimo. A manifestação ocorreu após informações divulgadas na imprensa sobre uma possível preparação da Otan para esse tipo de ação.

Acusações russas e resposta da Otan

A representação diplomática russa afirmou que a União Europeia e a Otan vêm ampliando a atividade militar na fronteira ocidental da Rússia. Segundo a embaixada, os exercícios de segurança e as iniciativas de “dissuasão avançada” incluem o posicionamento de armas nucleares francesas nas proximidades das fronteiras russas.

No Reino Unido, a embaixada russa disse que os defensores de um bloqueio não deveriam ter ilusões sobre seus efeitos. Em 28 de setembro, a representação na Bélgica afirmou observar um aumento sem precedentes na atividade militar da Otan e declarou que a Rússia dispõe dos meios para responder a uma eventual agressão.

A Otan negou que seus exercícios e atividades representem ameaça ao território russo. A aliança também pediu que Moscou interrompa o que classificou como retórica nuclear irresponsável.

Peskov chamou de “ultrajantes” as declarações de países da Otan sobre Kaliningrado e disse que diplomatas russos buscam relembrar aos países europeus os documentos de política de Moscou sobre o tema. Ele citou falas do ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, que, em 11 de setembro, defendeu exercícios militares suficientemente “agressivos” perto da região para pressionar a Rússia a deslocar tropas da Ucrânia para lá.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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