VILNIUS — Um caça militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) derrubou, na segunda-feira (14), um drone que entrou no espaço aéreo da Lituânia. A ação ocorreu perto do vilarejo de Pratkunai, no sul do país.
O presidente lituano, Gitanas Nauseda, afirmou que a principal suspeita é de que o aparelho tenha sido lançado da Bielorrússia. Aliada política e militar da Rússia, a Bielorrússia permite que Moscou mantenha lançadores de mísseis em seu território para realizar ataques contra a Ucrânia.
“Junto com nossos Aliados da Otan, a Lituânia defenderá seu espaço aéreo”, disse Nauseda. A declaração ocorreu em meio à intensificação da agressão russa contra a Ucrânia, segundo o presidente.
Incursões na região
Letônia e Estônia, que também fazem fronteira com áreas afetadas pela guerra, registraram incursões. Os dois países integram a Otan, assim como a Polônia, que reforçou sua segurança aérea depois de detectar e derrubar ao menos cinco drones russos desde o início da guerra, em 2022.
No domingo (13), a Rússia atacou um trem de passageiros na região de Volyn, a cerca de 2 km da fronteira polonesa. O bombardeio aconteceu depois de o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson e outros diplomatas europeus terem viajado pela mesma linha ferroviária, o que elevou a tensão com a União Europeia.
A Lituânia, a Letônia, a Estônia e a Polônia estão entre os 32 Estados que integram a Otan. Por isso, seus territórios estão submetidos ao Artigo 5 da aliança militar, que estabelece que um ataque contra um país-membro é considerado um ataque contra todos os integrantes do bloco.


