A Casa Branca impediu a CNN de integrar a comitiva de imprensa que acompanharia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um voo no Air Force One neste sábado (26), durante uma viagem a Knoxville, no Tennessee. A decisão foi comunicada um dia depois de uma ordem judicial que determinou a retomada temporária do acesso de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico à sede do governo americano.
A exclusão também gera dúvidas sobre a continuidade do sistema de rodízio entre emissoras de televisão no chamado pool presidencial. O grupo reúne um número reduzido de jornalistas quando não há espaço para toda a imprensa em viagens e compromissos do presidente. O conteúdo produzido pelos profissionais é compartilhado com outros veículos.
Disputa judicial
Na semana passada, Trump anunciou que CNN, MS NOW e Politico seriam impedidos de acessar a Casa Branca. O presidente acusou os veículos de fazerem uma cobertura desfavorável e de divulgarem informações classificadas por ele como falsas. As credenciais dos jornalistas das três empresas foram desativadas.
Na segunda-feira (21), os veículos recorreram à Justiça. Eles afirmaram que a restrição violava a Primeira Emenda da Constituição americana, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. A Casa Branca respondeu que o acesso ao complexo presidencial era um privilégio, e não um direito.
Na quinta-feira (24), o juiz federal Timothy Kelly ordenou temporariamente a restauração das credenciais por 14 dias. Nessa fase do processo, o magistrado considerou que os veículos demonstraram probabilidade de êxito na alegação de violação do devido processo, direito previsto na Quinta Emenda. A decisão não encerrou a análise das acusações relacionadas à Primeira Emenda.
Ainda na manhã de quinta-feira (24), jornalistas da CNN e do Politico foram impedidos de entrar na Casa Branca. Horas depois, representantes dos três veículos recuperaram o acesso ao complexo presidencial.


