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Estudo liga colapso de geleira no Nepal a aquecimento e instabilidade geológica

Análise aponta que o derretimento acelerado, um terremoto de 2015 e chuvas contribuíram para as enchentes no Nepal e no Tibete.

Estudo liga colapso de geleira no Nepal a aquecimento e instabilidade geológica
Foto: REUTERS/Navesh Chitrakar

O colapso de uma geleira que provocou enchentes no Nepal e no Tibete esteve ligado à combinação entre aquecimento climático e fatores geológicos, concluiu um estudo da World Weather Attribution. O desastre, ocorrido em agosto, deixou 1,3 mil mortos e cerca de 6 mil desaparecidos.

O aquecimento da atmosfera acelerou o derretimento das geleiras e elevou o limite de congelamento. Com isso, o permafrost no interior de fraturas de rocha descongelou, reduzindo a estabilidade das paredes das montanhas. A mudança da precipitação de neve para chuva também pode ter enfraquecido as rochas.

A ruptura da encosta ocorreu em 26 de agosto, após um período de 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, marcado por temperaturas acima da média. Julho e agosto foram os dois meses mais quentes do ano e também registraram temperaturas substancialmente superiores à média climatológica, segundo o estudo.

Fatores geológicos e dimensão do desastre

A análise também relacionou o desmoronamento a um terremoto de magnitude 7,8 ocorrido na região em 2015. O tremor pode ter enfraquecido a massa rochosa, enquanto o recuo da geleira contribuiu para a desestabilização de uma encosta já considerada vulnerável.

A avalanche de rocha e gelo se transformou rapidamente em uma enchente de detritos e, depois, em uma corrente dominada pela água. O fluxo avançou a montante a velocidades médias de 188 km/h, provocou erosão extensa e depositou sedimentos. O impacto liberou energia equivalente à de um terremoto de 5,5.

As equipes de resgate ainda procuram cerca de 5,2 mil desaparecidos, entre eles 636 estrangeiros. Drones com câmeras térmicas e helicópteros foram mobilizados, enquanto especialistas trabalham para retirar pessoas presas em túneis.

Apenas 105 dos 1,3 mil corpos foram identificados, em razão do avançado estado de decomposição. No fim de agosto, o distrito de Chitwan começou a realizar sepultamentos coletivos de vítimas não identificadas na floresta de Devghat, a cerca de 200 quilômetros dos vales de Rasuwa, uma das áreas mais atingidas. A enchente repentina também alcançou Trishuli, no distrito de Nuwakot.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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