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EUA planejam transferir drones MQ-9 Reaper para a América do Sul

Equipamentos estão na África e devem ser enviados ao Comando Sul, em meio à ampliação da presença militar americana na região.

EUA planejam transferir drones MQ-9 Reaper para a América do Sul
Foto: Reuters/Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos planeja transferir drones MQ-9 Reaper para a América do Sul. Os equipamentos são usados em missões de vigilância, reconhecimento e ataques de precisão e atualmente estão na África.

A movimentação foi informada por seis fontes anônimas familiarizadas com o assunto. Os drones devem ser destinados ao Comando Sul dos Estados Unidos, unidade responsável por operações de segurança e defesa na América do Sul, na América Central e no Caribe. Ainda não foi definida a quantidade a ser enviada. Uma das fontes afirmou que seria a “maioria” dos equipamentos.

Também está em avaliação o envio de parte dos veículos aéreos não tripulados ao Oriente Médio. A possibilidade foi associada à perda de equipamentos pelas Forças Armadas americanas na guerra contra o Irã, incluindo drones MQ-9. O Pentágono não se manifestou.

Ampliação da atuação militar

Desde o ano passado, os Estados Unidos ampliam sua presença militar na América Latina. O governo americano transferiu equipamentos para a região e realizou ataques navais contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Oceano Pacífico e no Caribe.

Equador, Guatemala e Honduras aceitaram propostas da Casa Branca para operações militares conjuntas contra cartéis de drogas. Em agosto, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacariam esses grupos com táticas usadas contra organizações terroristas, como Estado Islâmico e Al-Qaeda.

A classificação, em maio, do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas por Washington ampliou a preocupação sobre possíveis ações no Brasil. Nesta semana, Donald Trump acusou o governo brasileiro de “não fazer o suficiente” para combater as duas facções.

Em julho, o Itamaraty afirmou que essa classificação poderia ser usada como justificativa para ações extraterritoriais contra instituições brasileiras, especialmente nas áreas financeira, migratória e penal. O ministério também apontou o risco de uso da força militar americana no território nacional e disse que a medida não traria benefícios concretos ao combate ao crime organizado.

O narcoterrorismo foi a principal justificativa apresentada por Washington para o ataque contra a Venezuela em janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro. Ele está preso nos Estados Unidos, em Nova York, e responde a acusações como conspiração de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína aos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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