PENSILVÂNIA — O número de casos de sarampo no estado chegou a 903 nesta segunda-feira (28), informou o Departamento de Saúde da Pensilvânia. Desde a última quarta-feira, foram registrados 68 novos casos. O condado de Lancaster, no centro-sul do estado, continua concentrando o maior número de ocorrências no surto, considerado o pior em décadas.
As hospitalizações passaram de 164, em 23 de setembro, para 176. A Pensilvânia também registrou quatro mortes relacionadas ao sarampo entre pessoas não vacinadas neste mês. Há divergência entre o governador Josh Shapiro e o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., sobre quantas dessas mortes foram causadas diretamente pelo vírus.
Critérios para classificar mortes
Após a divergência, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) informou que revisava os critérios usados para classificar mortes relacionadas ao sarampo. O site da agência registra uma morte confirmada pela doença, mas não informa onde ela ocorreu. Em todo o país, havia 3.659 casos registrados neste ano até 24 de setembro.
O sarampo é altamente contagioso e pode provocar febre, manchas na pele e complicações respiratórias. A vacina tríplice viral, conhecida pela sigla MMR, protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Após duas doses, oferece cerca de 97% de proteção contra o sarampo.
O avanço da doença ocorre enquanto diminui a vacinação infantil nos Estados Unidos. De acordo com o CDC, a proporção de crianças vacinadas com a MMR ao entrar na escola caiu de 95,2% no ano letivo de 2019–2020 para 92,4% em 2025–2026.
A confiança na vacina também recuou. Em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em setembro, 76% dos norte-americanos disseram considerar a MMR segura para crianças, ante 84% em 2020. A redução foi maior entre republicanos, embora a maioria dos entrevistados de ambos os partidos ainda apoie a vacinação infantil contra o sarampo.


